Mineiraço Tricolor (calando 53 mil)

Não foi uma simples vitória. A maneira como o Grêmio bateu o Cruzeiro por 2 a 0 nos encheu de confiança para disputar mais uma final da Copa do Brasil. Quero me apropriar do velho clichê, lembrando que o futebol é uma caixinhas de surpresas. E que surpresa boa o time nos deu em Belo Horizonte, mostrando disciplina tática e, principalmente, eficiência nas finalizações.

Quis o destino que Luan marcasse um golaço, uma bucha (como dizemos aqui no Rio Grande do Sul) depois de dois meses sem balançar as redes. O triunfo diante da Raposa me fez lembrar aquele 3 a 0 sobre o Atlético-MG no primeiro turno do Brasileirão, quando a equipe também apresentou um grande futebol.

No nosso grupo do Whatsap, meu amigo e colunista Rogério, do lado azul de Minas resumiu a história: um Cruzeiro superestimado levou um baile do subestimado Grêmio. Estamos na decisão? Claro que não. A vantagem é excelente, sólida, porém não nos coloca na última fase.

O negócio é confirmar a vaga na quarta-feira que vem, na Arena, que certamente estará lotada para empurrar o time. O Tricolor não vencia seu adversário há 18 anos em Minas Gerais. Dessa vez, reinou soberano, controlando as ações e sem sofrer riscos, apesar da qualidade dos comandados de Mano Menezes.

O mesmo Mano, que nos tirou da segunda divisão em 2005, agora tem tudo para ficar no meio do caminho. Como estava suspenso, Renato Portaluppi não ficou à beira do campo. No entanto, nem precisava. Os jogadores entenderão perfeitamente as orientações do auxiliar técnico Renato Mendes.

A todo o  momento, o Mineirão se transformou na Arena. O Grêmio se sentiu em casa, aquela que fez o Brasil passar o maior vexame de sua história (nem preciso dizer contra quem).

A convincente vitória mostrou que é possível sonhar com o pentacampenato. Outra certeza: Douglas fez falta no clássico Gre-Nal e, na Terra do Pão do Queijo, o saborou como se estivesse acompanhado por uma cervejinha. O gol do camisa 10 é um presente para quem, aos 34 anos, dribla fácil qualquer desconfiança do torcedor.

Nosso sistema defensivo também melhorou com Pedro Geromel e Kannemann, esse argentino de atuações simples, mas sem permitir que os atacantes respirem em campo. Falta pouco para outra finalíssima. Antes eu lhes digo: calar 53 mil torcedores realmente não tem preço. Um brinde ao nosso Mineiraço.

Saudações tricolores!!

E o lado vermelho? Perdeu de novo.

Foto: Lucas Uebel/Grêmio

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