Missiva aos comandantes

Salve Nação Azul!
Hoje quero bater um papo rápido e rasteiro (como deveria ser o ataque do Cruzeiro…) com as duas pessoas com maiores chances de resgatar ou afundar de vez o Maior de Minas: Professor Marcelo e Dr. Gilvan.

Primeiro, ao Professor Marcelo.
Sei que é utopia, mas eu queria que minhas parcas palavras chegassem até você.
Como se fosse a voz da quase totalidade da nossa torcida.
Você é um cara inteligente, sério. Diríamos no nosso mineirês que você é ‘Bão de serviço’.
Você não precisa passar por isso, Marcelo.
Vá pro Palmeiras, pra Arábia. Vá ser feliz.
Porque você é um cara que gosta do futebol pra frente, bem jogado.
E desse grupo que lhe entregaram pra trabalhar em 2015, essa virtude você não vai conseguir tirar… esse turma não consegue bater um Figueirense da vida, professor…
Isso aí é um time para treinador retranqueiro (leia-se Mano Menezes), que nos faça voltar a golear por 1 a 0 e retomar foco e confiança.
Saia enquanto é tempo, Marcelo.
Saia como o treinador com maior aproveitamento de nossa bela história.
Mas saia logo, por dois motivos.
O primeiro, menos importante pra você mas essencial para nós torcedores, é que sábado tem jogo contra as Frangas. No Horto. E você, mais uma vez, não vai conseguir nos fazer vencer.
Já disse isso uma vez aqui e quase fui execrado pelos meus pares, mas o predicado que mais me incomoda é o de Freguês.
O outro, exclusivamente seu: saia por cima, como o técnico que nos levou a um inédito bicampeonato brasileiro, o nosso tetra. Um cara que apesar do passado cor-de-rosa veio aqui e transformou nosso time na máquina que foi no biênio 13-14.
Então vá! Obrigado! A gente se vê nas voltas que a vida dá!
Mas vá logo, antes que você morra abraçado àqueles que você insiste em fazer tentar jogar algo parecido com o futebol. Eles não sabem fazê-lo! Juro.
Abra espaço para alguém que venha nos fazer parar de tropeçar em pedras pequenas.
Que consiga tirar o leite das pedras que você não consegue mais tirar.

Agora, ao Dr. Gilvan. Esse, para mim, o grande culpado disso tudo.
Eu queria entender do senhor como é que se faz para ser o bicampeão brasileiro e não fechar sequer um patrocínio decente de camisa.
Entender como se faz para ser o único time de ponta do País sem alguém que dirija o futebol, um cara dedicado exclusivamente à essa área.
Ainda mais quando se tem essa pessoa em casa: o competente e cruzeirense Bruno Vicintin, diretor da nossa base, é o melhor do Brasil no que faz. Por que não formá-lo, Doutor?
E quanto à grana? Cadê?
Janela abre, janela fecha, e o senhor a ver navios…
Cadê o dinheiro do Lucas Silva + Everton + Goulart?
Você acha que não sabemos que se somarmos os salários de Dagoberto, Egídio, Nilton mais esses que eu citei não daria pra trazer alguns de ponta?
Vai nos tapear com mais Riascos? Seymoures? Neiltons e Dourados?
Você acha normal estarmos em décimo-oitavo lugar do Brasileiro com ridículos 8% de aproveitamento?
Pois se não contratar, o campeonato se promete longo e tenebroso. Não enxerga isso, Doutor?
Onde está o meia? E o volante que saiba sair jogando?
E o atacante de lado de campo para ajudar ao Damião?
Você diz não haver esses atletas no mercado, mas quer sugestões?
Num Corinthians em desmanche temos Petros e Elias.
No banco do River Plate o ótimo, cadenciado e canhoto Pisculichi.
Diego saindo do Fener. Thiago Neves doido pra voltar ao Brasil. Felipe Gedoz, idem.
Estranho eu saber de tudo isso, não? Eu nem sou diretor de futebol…
Enfie a mão no bolso, seu nádega-mole. Seu mão-de-vaca! Seu… Seu…
Ei Doutor… está me ouvindo…???
É… Acho que não. Estou falando sozinho…
Foi pescar de novo, não é?
Omisso!
Covarde!

Da minha parte, entre o desabafo e a utopia, uma certeza: quero o meu Cruzeiro de volta!

Então, reage Cruzeiro!
Dá-lhe, Cruzeiro!

Abraços a todos, saudações celestes, fiquem com Deus!
Até a próxima!

por Rogério Lúcio
Twitter: @rogeriolucio77

(Foto: Gustavo Andrade/Superesportes)

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