Morre-morre

Salve Nação Azul!
Cada um tem seu jeito de escrever um texto.
Uns o fazem primeiro, depois dele tiram o título que é o mote para chamar os leitores.
Eu não.
Começo primeiro pelo título, e faço da chamada a linha-mestre a descrever o sentimento do instante.
Para esse aqui, caso o Cruzeiro fizesse o básico e se classificasse às Semis o título já estava pronto há dias: ‘Monumental!’, em clara alusão ao estádio do River.

Agora lhes confesso: eu não tinha sequer imaginado essa desclassificação.
Pior: essa derrota acachapante como foi. Ou seja, não tinha título pra hoje.

Aí, na sofrida volta pra casa, pensei um sem fim de títulos.
‘Um novo Mineirazzo’…
‘Velório gigantesco’…
‘Pequena ilusão’…
Pensei até em publicar uma simples mas muito honesta página em branco, pois o vazio e a preguiça em falar do meu time depois de ontem querem tomar conta de mim.
Tudo isso serviria.
Mas hoje o que estou sentindo é isso: nos mata-matas o time do Cruzeiro comandado pelo Marcelo só morre-morre.

Tanto morre que após o jogo os 53.000 torcedores azuis saíram do estádio num silêncio fúnebre.
Seria talvez em devido respeito ao falecimento da Dona Luiza, mãe do nosso treinador?
Não. Certamente.
A sensação de morte é que fomos iludidos pela grande transpiração no jogo da volta contra o São Paulo e da ida contra o próprio River.
Ontem, o Cruzeiro 2015 nada mais foi que… o Cruzeiro 2015.
Sem inspiração nem transpiração.
Sem coletividade.
Sem tática, técnica, cabeça e coração.

Parece que só nós, torcedores, fomos a campo ontem.
Mesmo assim apenas nos primeiros 42 minutos.
Quando saiu o segundo gol argentino no fim do primeiro tempo, morreu ali a expectativa de que aquele insosso time reagisse.
Morreu a ilusão (sim, ilusão! Aquilo tudo foi irreal) de um tão esperado Tricampeonato.
Como espero que morra a gestão técnica do Sr. Marcelo Oliveira, medroso mais uma vez.
Que caiam com ele seus eleitos: Marquinhos, Mayke, Willian, Mena…

Sim, amigos.
Esse iludido aqui entende que morreu a carruagem.
Voltamos a ser abóbora.
Que cheguem logo os tais 45 pontos, e feliz 2016 pra torcida celeste!

Porque minha esperança de ganhar algo esse ano… morreu.

Em tempo: ver esse time horrível do Cruzeiro ser o penúltimo brasileiro vivo na Libertadores só me faz crer o quanto são ainda mais medíocres e decadentes os times que caíram antes de nós.
Tipo o das Franguinhas…

Abraços a todos, saudações celestes, fiquem com Deus!
Até a próxima!

por Rogério Lúcio
Twitter: @rogeriolucio77

(Foto: Daniel Teobaldo/Estadão)

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