Na mochila, na superação e na sorte

Sofrimento. Quem estava no intervalo do primeiro jogo, no Morumbi, jamais imaginaria que aqueles 3×0 pudessem ser seguidos de tanto sofrimento no restante da disputa contra o Emelec. Naquele intervalo, os comentários mais ouvidos eram: “Vamos fazer uns 5 e mandar o time misto para o Equador”.

Um jogo na mão, que se tornou complicado com a ‘pequena’ vantagem de dois gols, considerando que os equatorianos haviam anotado dois fora de casa.

Pois bem. 2×0 era deles em Guayaquil.

E em 20 segundos de jogo eles já haviam alcançado metade desse objetivo. Teriam, então, um jogo inteiro pela frente para conseguir apenas mais um gol. E o São Paulo em choque com a rapidez do gol sofrido e pressão dos donos da casa.

Põe a bola no chão, São Paulo! Com ela no chão, de pé em pé, temos futebol para vencer qualquer adversário. E a partir dos 25 minutos, isso foi feito. Na segunda metade do primeiro tempo, o Tricolor mostrou o fino da bola e virou o jogo com autoridade e jogando como time.

Fim do primeiro tempo. 2×1 para nós. Eles precisariam então fazer mais 3 gols para levar para os pênaltis.

Ahhh.. Agora já era! Estamos classificados!

Não, pera… começa o segundo tempo e em 7 minutos conseguimos a proeza de arrumar dois pênaltis imbecis, sofrer dois gols e voltar a perder o controle de uma disputa que estava totalmente na mão pela segunda vez.

Mais do que isso, com o desgaste da sequência de jogos, o time estava completamente pregado no segundo tempo. Aquele fino da bola não aguentava o ritmo e desta forma não conseguíamos sequer passar do meio de campo.

Aí, meu amigo, foi um Deus nos acuda interminável. O segundo tempo durou mais de 2 horas para o São Paulo. A trave, Rogério e o universo impediram um desastre no Equador.

Precisamos nos acostumar. Aquele jargão de “tem que ser sofrido” muito utilizado por rivais agora também pertence a nós com essa defesa de pebolim que temos.

E a maratona parece interminável. No total, serão 4 jogos fora em sequência, considerando Criciúma e Emelec (já realizados), Vitória e Atlético Medellin. E o roteiro para isso mataria qualquer mochileiro que ama viajar. Em apenas 11 dias, a rota cansa só de ler:

São Paulo > Criciúma > São Paulo > Lima > Quito > Guayaquil > Quito > Lima > São Paulo > Salvador > São Paulo > Medellin > São Paulo

Agora chega de reclamar. Voltamos classificados e muito vivos em ambas as competições. Não há adversidade que não seja superada com a foto no pôster de campeão.

Vamo São Paulo!

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