Nada de birra ou depressão. Luan segue doido como o Galo

Foi bom ver o Carlos voltar a balançar as redes. Por duas vezes, embora tenha perdido a oportunidade de pedir música no Fantástico. Não só no de ontem, mas no do mês de abril inteiro. Porque, pelo jeito, a defesa do Villa queria era a trilha sonora completa. Não só do Carlos, mas do Pratto também.

O argentino que respira gol, desta vez também perdeu algumas oportunidades que não estamos acostumados a vê-lo perder. Carlos pediria o lado A e o gringo, o B. Só que como prudência e caldo de galinha não fazem mal a ninguém, preferiram guardar a artilharia pros próximos jogos.

Mas bom mesmo tem sido ver o Luan jogar. Não pela habilidade, mas pela vontade que demonstra em vestir a camisa alvinegra mais amada do planeta. Ele combina com esse manto e, como já foi dito nesse espaço, em nada combina com a depressão que ameaçou ter.

Algo me diz que aquilo era coisa de empresário. Luan é alegria. É doido como esse Galo, que tem voltado a jogar bem. Como milhares de atleticanos espalhados por este mundo afora, Luan sonhou em jogar um dia com o manto. E conseguiu. Ainda bem!

Como acabo de ler no espaço alvinegro do Globo Esporte, em coluna assinada por Bruno Tostes – http://globoesporte.globo.com/mg/blogs/especial-blog/torcedor-do-atletico-mineiro/post/luan-e-camisa-10.html – Luan vestiu a 10 que Ronaldinho Gaúcho deixou. O menino maluquinho, que um dia cantou nosso hino mesmo estando na Ponte Preta, ficou com a maior herança que o gaúcho mais mineiro do Brasil deixou por aqui, embora Guilherme seja o legítimo ‘dono da 10’, a meu ver.

Mas nada mais justo que esteja incorporada ao espírito guerreiro de Luan, que corre para a bola como se fosse um prato de comida, representando muito bem a Massa dentro de campo. Das verdades que já ouvi no futebol, esse meio repleto de inverdades, a que mais me convenceu foi que Luan é como se fosse a extensão da torcida alvinegra dentro de campo. Fato.

Este saiu da arquibancada direto para o vestiário. Lá, pegou o manto, vestiu e está pronto para enfrentar a adversidade que for. Assim como R10, ele olha nos olhos do zagueiro adversário e diz: aqui é Galo.

É claro que o Estadual não mede a força do time. Infelizmente, as equipes do interior são fracas. Esse ano, só a Caldense parece ter alguma bola para mostrar. O Tupi me enganou e as demais não apresentaram nada durante o Mineiro. Uma pena.

Em alguns momentos da partida de ontem, o time esqueceu até aquela bagunça generalizada que herdamos do Cuca. O que vimos foi um time taticamente muito bem postado em campo, com um toque de bola envolvente, tabelas seguidas e claras chances de gol o tempo todo. São Victor até teve um ou outro trabalho, mas o Galo ontem passou por cima do Villa, como gosta a Massa.

Agora, é esperar pelo adversário na semifinal e focar na Libertadores, competição em que ainda estamos bem distantes do que almejamos. Com Leonardo Silva, Dátolo e Guilherme de volta, Levir tem ótimas opções para montar um time agressivo e aguerrido para voltar a medir força com o bom Santa Fé. Vamos novamente com o #euacredito lotar o Palácio do Horto ou o salão de festas da Pampulha. Independente de onde for a peleja, a Massa vai estar lá, presente como sempre e empurrando o time para mais uma vitória diante dos colombianos.

Nos sonhos de qualquer atleticano, 2015 pode superar Dois mil e Galo e 2014. Não será fácil, mas a esperança renasce depois de um início de ano complicado. É hora de acreditar mais do que nunca nesse time. E, com fé, raça, sangue nos olhos, humildade, os gols do Pratto e as loucuras do Luan, seguir em frente. Rumo a mais um ano de glórias na centenária e rica história deste enlouquecedor Atlético Mineiro, o time do improvável. O time do povo. O time que Luan escolheu para ser o seu.

 

Foto – www.globoesporte.globo.com

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