Naming wrongs

O assunto parece não ter fim para a equipe de Parque São Jorge. E lá se vão mais de 3 anos de promessas infundadas. 3 anos de acordos que nunca saíram do papel. E a pergunta que o fiel torcedor já está cansado de indagar permanece: Cadê os Naming Rights?

A promessa de Andrés caiu por terra. Ele já deixou definitivamente a gestão do novo estádio para se dedicar única e exclusivamente à sua corrida eleitoral para deputado.

O torcedor corinthiano, famoso por sua paixão sem limites, fica a mercê da falta de planejamento.

Acabamentos, estacionamentos, cobertura, lojas e telões também estão atrasados.

Os R$ 400 milhões por 20 anos de contrato com a marca que chancelaria o novo estádio tornaram-se lenda. Em meio ao momento de crise de patrocínio nos principais clubes do país, nem mesmo a exposição que o estádio obteve com a Copa do Mundo foi capaz de barganhar a tão esperada chancela.

Sem o montante que seria recebido pelos Naming Rights, o Corinthians é obrigado a se virar nos 30 para quitar a dívida do estádio. O fundo destinado ao pagamento da Arena retém toda a bruta arrecadação oriunda das bilheterias.

Os altos valores dos ingressos (preço que se paga pela tão sonhada “casa”) começam a incomodar cada vez mais os torcedores. O ticket médio de R$ 62,00 é muito acima do aceitável e do justo para os padrões brasileiros de nível de espetáculo e poder aquisitivo.

As ‘frescuras’ de mármore nos banheiros, proibição de cigarro nas áreas comuns, fiscalização de assentos numerados e obrigação de manter-se sentados em muitos pontos também começam a irritar.

O time do povo deixou de ser do povo.

O Pacaembu, bairro nobre da cidade, era frequentado pelo povo.
Itaquera, bairro da periferia da cidade, passa a ser frequentado pelos mais favorecidos.

Você, que tanto gritou “Eu nunca vou te abandonar” nas vezes que o time mais precisou, foi escolhido. Sem naming rights e planejamento, quem paga a conta é você, fiel torcedor.

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