Não vale a pena ver de novo. Não vale!

A matemática ainda não chancela, mas a palavra ‘cair’ segue extinta do vocábulo Tricolor. A tensão amenizou. O São Paulo não caiu.

Confesso que, desta vez, em alguns momentos, temi pelo pior. O empate em casa contra o lanterna com direito a gol de calcanhar; a derrota para o Coxa, com 60 mil; a fragilidade longe do Morumbi… o filme começou a ganhar traços de drama. Daqueles premiados e tudo…

Na mística da camisa – amassada e arranhada pelos últimos anos, nos encantos dos gols, enfiadas e pedaladas do profeta e, principalmente, na energia da torcida que levou o time nos ombros, no momento em que ele mais precisava… o São Paulo permanece de pé.

É constrangedor comemorar isso. E não iremos. Não há o que comemorar. Há apenas um suspiro de alívio. Mais um… assim como foi em 2013 e 2016 – e por que não incluir 2015 nessa lista com aquele final de ano trágico?

O maior campeão do país chega ao final de mais um ano sem caneco. É o quinto consecutivo que acaba da mesma forma.

Realidade cruel desenhada pelo universo, que coroou os principais rivais com títulos aos montes neste mesmo período. Parece estarmos pagando penitência pela soberba da época ‘soberana’, na qual ganhamos tudo e de todos. Ahhhh bons tempos!!!

Mas é preciso encarar a realidade de cabeça erguida. Afinal, passamos pela maior crise da história do clube e lamentamos ausência de títulos. Teve até presidente e vice saindo na mão, para se ter uma ideia do exemplo de gestão. E sobrevivemos.

Rivais, em crise, lamentavam suas quedas, gravadas eternamente nos anais – literalmente – de seus clubes.

De certo, a certeza que a torcida do São Paulo não aguenta mais a sensação de não brigar pelo topo, local onde acostumou-se a estar.

Uma equipe com perfil vitorioso! É isso que precisamos neste momento. Experiente, rodada, vivida, vencida.

Vide Hernanes, que chegou no meio do campeonato e, com metade das partidas dos concorrentes, provavelmente irá se sagrar o melhor jogador do torneio.

A escassez de bons resultados gera impaciência no torcedor, que porventura acaba criticando e queimando peças que poderiam se tornar importantes em um futuro próximo. Falo por mim mesmo, que já perdi completamente a paciência com Lucas Fernandes e Shaylon, por exemplo. Há poucos dias, o criticado foi Marcus Guilherme. O mesmo que, diante do Vasco, foi o responsável por um golaço e pelo bom empate em São Januário.

A manutenção de Jucilei, Cueva, Pratto e Petros, além da fundamental permanência do Profeta, aliadas à agradável surpresa equatoriana Arboleda, seria o ponto de partida para uma equipe forte em 2018.

Sendo generoso, goleiro, dois laterais e zagueiro titulares são prioridade. Meia e ponta são desejáveis.
Ahhh, presidente e diretor de futebol também, por favor!

Queremos você de volta, Tricolor. Ninguém aguenta mais esse negócio escroto que passou a entrar em campo com a nossa camisa nos últimos anos…

Reage, SÃO PAULO!

 

Imagem:  saopaulofc.net

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