Nem pão de queijo, nem futebol

É inegável que o empate em 0 a 0 contra o América-MG foi ruim para o Grêmio, que fez uma de suas piores apresentações em 2016. Diante do lanterna do Brasileirão, a obrigação era de vencer, mesmo sendo na casa do adversário. A rodada nos fez descer um degrau na classificação.

Estamos na quarta posição, a última dentro da zona de classificação a Libertadores. Mas, o Tricolor ficou devendo futebol no Independência. Jogou muito abaixo do que se esperava. O que havia feito na vitoria de 1 a 0 sobre o São Paulo, em Porto Alegre, não conseguiu nem 1% em Belo Horizonte.

O time não sofreu gol, o que já e um bom negócio. Porém, o meio-campo e o ataque foram inoperantes. Negueba não foi a sombra do confronto diante do Tricolor paulista, assim como Miller Bolaños, que teve a maior chance da partida e desperdiçou na cara do gol. Pedro Rocha também teve fraca atuação.

Para complicar, ainda perdemos Edilson, expulso. Aliás, somos a equipe mais indisciplinada da competição, junto com o Cruzeiro. Até o momento, foram cinco expulsões. Desse total, Ramiro levou cartão vermelho duas vezes.

Está tudo embolado na parte de cima da tabela. Mais do que não ganhar do Coelho Mineiro, vimos o Santos nos ultrapassar e Flamengo e o Atlético-MG encostarem no G-4.

Permanecemos dois pontos do agora líder Corinthians. Menos mal que na próxima rodada enfrentamos o Santa Cruz na Arena. E dentro de casa o aproveitamento e de 87,5%. O time pernambucano também esta na zona do rebaixamento.

Não dá para se complicar nessa reta final de primeiro turno. Como o duelo contra o Botafogo, que seria no próximo domingo, 7, foi adiado para o dia 4 de setembro, haverá mais tempo de descanso. No entanto, perde-se um pouco do ritmo em relação às outras equipes.

O Grêmio que esteve em Minas Gerais decepcionou de novo. É a velha sina dos times chatos (parte 2). Fortalecemos-nos frente a times grandes e tropeçamos quando o encaramos times que não vão brigar por nada na competição.

Mesmo com limitações, o elenco ainda tem crédito e tem de superar os três desfalques – Walace e Luan cedidos a seleção brasileira olímpica e Everton, com lesão muscular. Os pontos deixados na região sudeste podem fazer falta na final. Entendo que ponto fora de casa e importante, só que não nas circunstâncias que se apresentaram nesse domingo.

Se o empate foi ruim para nós, imagina para o lado vermelho do Rio Grande do Sul, que perdeu (de novo) em casa, caiu para a 13ª colocação, chegou ao nono jogo sem vencer, distanciou-se ainda mais do G-4 e o Rei de Roma segue sem saber o que é vitoria sob seu comando.

O fato lamentável é a quebradeira ao fim do jogo. Isso em nada contribui para o futebol. Pelo contrário, mancha a imagem do clube. Que fase deles. Por mim, dentro de campo, que continue assim – descendo ladeira abaixo.

Saudações tricolores!!

Foto: Mourão Panda/América-MG

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