No dia em que te tratarem como REI você saberá o motivo de torcer pelo Brasil

‘A vida é pra quem sabe viver…
Procure aprender, a arte.
Pra quando apanhar não se abater…
Ganhar e perder, faz parte.’

Duas semanas antes do embarque para a Rússia, sem muitos motivos, comecei a ouvir impiedosamente essa música na voz de Diogo Nogueira.

Talvez fosse ansiedade.
Eu a ouvia por mais de 30 vezes ao dia.
Juro!
E ela me acalmava. Ou me motivava ainda mais.
Sentia vontade de pular e abrir os braços cantando a plenos pulmões. Mesmo durante o trabalho. A copa estava logo ali. Era real. Era mais um sonho batendo à porta…

Hoje já a ouvi umas 42 vezes. É ela, inclusive, que está tocando agora aqui na sacada do apê em Kazan, onde o Brasil foi eliminado há alguns dias.

Os planos mudaram. Hoje era dia de semifinal da Copa do Mundo.
Ao invés do estádio, em St Petesburgo, meu destino neste momento é o aeroporto.

E quem se importa? Eu sou o cara mais feliz do mundo.
O Hexa era consequência. Ou não. Como de fato não foi.

Confesso que nunca fui o mais apaixonado pela seleção brasileira. E nem era ela o real motivo de minha vinda à Rússia. O motivo era compartilhar a paixão pelo futebol com gente dos 4 cantos do planeta.

Você caminha pelas ruas e encontra maluco do Paquistão, da Bolívia, da Guiana… nego que não tem nada a ganhar ali, a não ser respirar futebol, como nós.

Mas quando você está numa copa do mundo, amigo, é GUERRA. Como sempre digo, é a guerra mundial do bem. Você é um dos poucos que está lá, representando 200 milhões. Representando suas cores, seu dialeto, suas origens, seu sangue.

Você não tem ideia da sensação de receber mensagens, na hora do jogo, de dezenas de pessoas vestindo Amarelo ao lado da TV, lá do Brasil. Você se dá conta que seu país está parado para assistir aquela porra daquela partida. E você está ali. De perto. A 5 ou 6 metros do gol…

Consegui ligar por videochamada para algumas pessoas para minimamente tentar compartilhar aquela sensação com os meus. Foi único!

Contra nossos mais efusivos corações, perdemos a tal guerra do bem.

Mas ganhamos mais uma porção de capítulos para colocar no livro da vida. Aquele que estará nas principais livrarias daqui 50 anos (oxalá!).

Vivemos pela realização sonhos.
Mais um realizado.
Vamos atrás de tudo tudo tudo.

E como diz o refrão da música lá do início, que está tocando pela uma última vez aqui:

‘Deus é maior. Maior é Deus e quem tá com ele, nunca está só…’

Camisa do Brasil no peito pra partir.
Pela última vez na Rússia:
Brasil ole ole ole…!

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