Nosso carrasco é o Criciúma Dortmund

Eu hoje acordei morrendo de rir. Não só pelo jogo, mas também pela frase engraçada que recebi via WhatsApp. “Carrasco do Galo é o Criciúma”. Frase do Thobias Almeida, amigo jornalista de BH. Acho que ele só errou em uma coisa. É o Criciúma Dortmund, Thobias. Só pra lembrar 1997 mesmo. E fazer raiva nelas. Mais raiva.

Vencemos o primeiro tempo. Com gol do Luan, claro. O menino maluquinho cismou agora que é artilheiro e a Massa, agradecida, fez a festa. Aliás, como sabe festejar essa torcida do Galo, hein? Confessa aí, Maria. Além de ser louca pra abrir a janela e gritar Galoooooo bem alto, você gosta de ver os alvinegros comemorando. Sabemos disso.

Como sabemos também que você tem toda a razão do mundo quando esperneia por ter que jogar no Independência. Lá é osso, né? Bem mais difícil. Espalha não, porque senão dá briga aí no lado da Enseada das Garças, mas o Kalil sabe o que faz. É o cara, né? Turco doido, só podia ser presidente do Galo Doido. Que tem como atacante o Luan Doido. Êta doideira boa é essa, viu? Contagiante.

E quando Jesus fez o segundo gol? Você, Maria, já não sabia se chorava ou se caía em gargalhada. Afinal de contas, Minas ‘racha os bicos’ quando o Galo ganha. É festa garantida. Começa na Silviano Brandão e se espalha por BH, pelo estado e pelo Brasil afora. Bem diferente de quando o seu time ganha um título, né? Os azuis gritam ‘É campeão’ três vezes, apagam a luz e vão dormir. Gente civilizada essa ‘duladilá’ da Lagoa.

Mas ainda tem o segundo tempo. E o Levir, a quem o Cuca emprestou a camisa da Nossa Senhora e o cargo, saberá o que fazer na volta, no salão de festas. Vamos novamente à Pampulha! O atleticano sabe que quando é na Pampulha, é festa. Já sai de casa, a caminho do estádio, ouvindo Beth Carvalho.

Vai ser jogo duro, nós sabemos. Mas acreditamos. Mesmo que o Milton Bituca Nascimento tenha nascido ao avesso e escolhido ser azul, somos como ele, sabe? Temos a estranha mania de ter fé. Ele, na vida. Nós, no Galo. É claro que você, dona Maria, vai lá também. Vai gritar ‘eu acredito’. Aliás, a sua capacidade de criar coisas novas é massa. Não Massa, só massa. Entende, né?

Depois de inventar a Rua de Fogo (também conhecida como Inferno Alvinegro), gritar “aqui é zeiro”, “vai pra cima deles, zeiro” e “eu quero raça”, vem aí o “eu acredito”. Claro, uai. Perder por 2 x 0 fora e gritar “eu acredito” no Mineirão faz a história reverter. Sabemos disso também. E como sabemos! Aí, Maria, fica a dica: no final do jogo você grita “bica, bicudo”. Vai ficar estranho demais. Mas tudo bem. Entendemos.

Vai lá, Maria. Faz a sua festa agora. Afinal de contas, é final de campeonato. E em final vocês costumam apoiar o time. Mas dou aqui um conselho de amigo: cuidado com o São Paulo, hein? Empatou ontem, mas tá chegando. Pensem no Santos e no Grêmio. Claro, sem esquecer da gente. Afinal de contas, o cruzeirense sonha com o Galo. O Fábio também. O Marcelo Oliveira, idem. Sabemos disso.

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