O ataque construiu, mas a defesa destruiu

Verdade seja dita: foi o melhor jogo do Brasileirão até agora. Grêmio e Palmeiras protagonizaram um super enfrentamento em São Paulo. Teve muita disputa em campo e com direito a sete gols, que é o que a torcida mais deseja.

Infelizmente, o Tricolor perdeu por 4 a 3 em uma das partidas mais equilibradas dos últimos tempos. Foi um duelo de igual para igual diante de uma equipe qualificada e que, certamente, vai brigar por lugar de destaque na parte de cima da tabela de classificação.

O Grêmio mostrou evolução, após as críticas que vinha sofrendo pelo futebol que estava acostumado a apresentar em 2015. Mesmo fora de casa, não recuou e teve bastante produção ofensiva.

Porém, a eficiência do ataque não teve a mesma sintonia da defesa, algo que Roger Machado precisa corrigir de forma urgente.

A bola aérea tem sido um sério problema. Os mais exemplos mais claros (e recentes) foram nas eliminações para Juventude e Rosario Central no Campeonato Gaúcho e Copa Libertadores da América, respectivamente.

Até ontem, não havíamos sofrido nenhum gol na competição nacional. Só que foram quatro, sendo dois em falhas grotescas do setor defensivo, que permitiram dois gols de cabeça do adversário.

Todos foram mal, inclusive Pedro Geromel que, dessa vez, acredito que tenha feito uma das piores partidas com a camisa do Grêmio. Bressan provou que não tem condições de ser titular.

Quem sabe com Wallace, a situação se normalize e o Tricolor volte a ter uma zaga atenta, consistente e tirando tudo lá de trás. Neste confronto no Pacaembu, Edílson nos deixou uma certeza: é o dono da lateral direita. Deu assistência, marcou forte e ainda fez o terceiro gol.

Resta saber o que nos reserva pela frente. Perdemos três vezes na Terra da Garoa: a invencibilidade, a possibilidade de retomar a liderança e o fato de ainda não ter sofrido gols.

Mas, das 38 rodadas previstas até dezembro, foram apenas cinco. É um perde e ganha a todo instante. O negócio é manter a regularidade.

Pelos próximos três meses. não teremos Walace, convocado para a Copa América Centenário – torneio que não vale absolutamente nada e atrapalha o calendário – e os Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro. Marcelo Grohe também está. Luan deve ir para a seleção olímpica e Miller Bolaños está com a seleção equatoriana.

São adversidades a serem superadas. Pelo bom começo de campeonato, com vitórias sobre times tradicionais, como Atlético-MG e Flamengo, o Grêmio se credencia a brigar pelo topo.

No entanto, a defesa também precisa colaborar. Que isso já comece no próximo compromisso contra a Ponte Preta no domingo, às 16 horas, na Arena. Vamos seguir no encalce da liderança.

Saudações tricolores!

Foto: Léo Pinheiro/Grêmio

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