O maior Diego da história

Eu precisava escrever sobre Diego Lugano.

Por compromissos profissionais, não pude comparecer à partida de despedida do camisa 5 mais emblemático da história do São Paulo. Ou melhor, fui impedido. Cheguei ao Morumbi já passados 28 minutos do segundo tempo e, com ingresso em mãos, fui impedido de adentrar ao estádio pois ‘as catracas já estavam fechadas’. Inconformismo com a situação. O que fazer? ‘Reclama lá na ouvidoria’. Chego na ouvidoria e ouço ‘O pessoal da ouvidoria já foi embora’. Como assim? Com a partida em andamento? ‘SIM’.

Inconformismo aumenta. ‘Mande email na segunda-feira relatando seu caso’. Mas amigo, segunda-feira a Inês já é morta. Eu quero me despedir do meu ídolo HOJE! ‘É, infelizmente não será possível’. Como última tentativa, recorro à PM. Que erro! Minha indignação quase se transformou em detenção. Foi por pouco.

Tudo bem. Sei que ninguém nunca entenderia o que eu pretendia ao chegar no estádio para ver os últimos quinze, dez, cinco, um minuto que fosse. Já valeria pelo simples fato de ver o São Paulo em campo. Mas naquele dia, em especial, era hora da despedida de um de nós.

Não estou aqui hoje para falar dos problemas organizacionais do país. Estou aqui para falar do Diego.
Que os ‘maradonistas’ de plantão me perdoem, mas quero falar do maior Diego da história do futebol…

Diego Armando Maradona foi craque, gênio. Mas quando digo maior, me refiro à essência, à alma. Nesse quesito, Diego Alfredo Lugano Moreno não foi maior apenas dentre os ‘Diegos’. Lugano talvez seja o jogador de mais alma que o futebol já tenha visto.

Diferente de seu xará, Lugano nunca foi craque. Longe, léguas disso. Posso citar incontáveis zagueiros melhores do que ele.

E se você colocasse todos eles, lado a lado, e me pedisse para escolher apenas um para completar meu time, eu prontamente apontaria para aquele alemão do olho arregalado.

Diego Lugano foi a personificação da palavra ‘vida’ dentro de campo. Sabe aquela vida que vivemos da arquibancada? Dios a vivia em campo. Era um de nós lá dentro. Nada mais importava na vida, pois a vida era aquilo ali.

Tão grande, tão monstro.
Tão ídolo, tão São Paulo.

Campeão do Mundo, Don Diego em toda sua trajetória no Morumbi deu uma verdadeira aula de como vestir e tratar a camisa do São Paulo Futebol Clube.

A camisa que eu nasci amando, ele aprendeu a amar igual, vindo de outro país.
A camisa que eu visto orgulhoso, ele defende como se fosse a pele de seus filhos.

Na história, para sempre.
Que honra ter visto Diego Lugano vestir as minhas cores tantas vezes.

Adios, Dios.
Nos vemos no Morumbi. A cerveja é por minha conta…

 

Imagem: Torcedores.com

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