O pseudotorcedor

Também conhecido como torcedor modinha ou torcedor de araque, o pseudotorcedor é facilmente identificado.

O pseudotorcedor, mesmo sócio do clube, só vai ao estádio quando o time está na parte de cima da tabela e só apoia quando o time está vencendo. Na má fase, o pseudotorcedor faz terra arrasada e não acredita em recuperação.

O pseudotorcedor, mesmo apto a votar pela Internet pra presidência do clube, não vota. Mesmo que não precise levantar a bunda do sofá! Pra ele é cômodo se abster pra não se comprometer.

Passada a eleição, o pseudotorcedor critica, não apenas o presidente eleito, seja quem for, mas também todos aqueles que votaram nele.

O pseudotorcedor tem camisas de outros clubes, normalmente clubes europeus, pra quando o seu time não estiver bem, postar nas redes sociais algo do tipo “Hala Madrid”.

O pseudotorcedor não torce pra seleção Brasileira. Torce pra Argentina, Uruguai, Alemanha ou Itália, mas quando o Brasil ganhou a Copa, comemorou.

O pseudotorcedor é burro mesmo, não se importa com uma queda pra segunda divisão, não entende que se o clube cair será motivo de piada e as cotas de TV e patrocínios diminuirão.

Domingo de sol, jogo às 16 horas, 26 graus em pleno inverno gaúcho. Quem não tem compromisso no horário, tem o dever de apoiar no estádio, mas não! O pseudotorcedor prefere jogar Playstation.

Mas o pseudotorcedor não é problema, tem “gente” muito pior. Aqueles marginais que quebraram os vidros do estádio não são torcedores, não são sequer pseudotorcedores, esses são jumentos mesmo, com todo respeito ao quadrúpede ruminante. Por causa de menos de uma dúzia (sempre os mesmos), a torcida colorada foi criticada nacionalmente.

O torcedor de verdade vai ao estádio, apoia, canta, grita, xinga, vaia e protesta ao final da partida, mas não depreda o patrimônio do clube e muito menos abandona o time quando ele mais precisa.

Dedico esta coluna aos quase 35 mil torcedores que estiveram presentes no Beira-rio domingo passado e apoiaram incondicionalmente durante o jogo e depois protestaram sem violência.

Dedico também ao meu amigo colorado Bruno Galant, que enfrentou fila e gastou seu dinheiro com ingresso nada barato porque precisava dar seu apoio ao Sport Club Internacional. Este sim, um torcedor de verdade, não um torcedor modinha, nem um torcedor de araque, muito menos um pseudotorcedor.

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