Obrigado Roger, mas não deu

Que presente de grego recebemos neste 15 de setembro, quando o nosso Tricolor completa 113 anos de fundação. Sofremos uma acachapante goleada de 3 a 0 para a Ponte Preta, em Campinas – a segunda em apenas uma semana – e estamos sem técnico.

Roger Machado chegou ao limite. Tirou o que pôde do Grêmio. É o único culpado? Claro que não. Só que acumulou fracassos. Fomos eliminados na Copa da Primeira Liga, nas semifinais do Gauchão e nas oitavas de final da Libertadores.

Agora, estamos em queda livre no Brasileirão. O G-4 ficou em complicado. E o título? Esqueçam. Menos mal que temos a vantagem nas oitavas de final da Copa do Brasil.

Vamos dividir as responsabilidades. Além de Roger, podemos colocar na conta da direção, que lhe ofereceu um elenco de pouca qualidade. Com Wallace Oliveira, Henrique Almeida, Marcelo Oliveira, Batista, Guilherme ou Kaio não vamos chegar a lugar nenhum.

O agora ex-comandante tirou leite de pedra. Porém, ao pedir demissão, reconheceu que não tem mais forças para reverter o mau momento, que culmina com seis jogos consecutivos sem vencer (quatro derrotas e dois empates).

Estamos em setembro e um seríssimo defeito não foi corrigido por Roger: a bola aérea. Todo o jogo é um Deus nos acuda. No Moisés Lucarelli, não foi diferente. Nas entrevistas, ele tentou explicar o inexplicável. Por outro lado, perdemos Giuliano e a peça de reposição foi Negueba, que até o momento só esteve a passeio em Porto Alegre.

Foram 93 jogos, com 48 vitórias, 21 empates e 24 derrotas – 59% de aproveitamento. Uma campanha razoavelmente boa. No entanto, as constantes eliminações e falta de títulos pesaram para que pegasse o chapéu e fosse embora.

Como jogador, é nosso eterno ídolo e multicampeão. Entretanto, na função de treinador, mostrou competência e, ao mesmo tempo, erros sucessivos, principalmente em algumas substituições. O grupo é limitado? Com certeza. Só que também temos atletas que, em tese, deveriam ser decisivos.

Hoje, são cinco jogadores de seleções: Marcelo Grohe, Pedro Geromnel, Walace e Luan na brasileira e Miller Bolãnos (outra decepeção) na equatoriana. Independente de quem venha, queremos a volta de uma equipe aguerrida, competitiva e vibrante. Não essa que se acomoda e dá vexames em campo.

Começo a desconfiar que estamos com a síndrome do lado vermelho do Rio Grande do Sul. A diferença é que não podemos chegar à sequência negativa deles que, por sinal, seguem a luta para não cair. Precisamos, sim, vislumbrar um futuro mais azul, preto e branco.

Saudações tricolores!!

Foto: Roberto Vinícius/Agafoto

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