Os embalos de sábado à noite

Terno alugado, sapato lustrado. O que atrapalha mesmo é o maldito nó na gravata.

Gel no cabelo, quatro borrifadas do perfume de sair. Última olhada no espelho. Merda, a gravata ficou meio torta. Vai assim mesmo… o Uber já tá buzinando.

O caminho é tomado por certa apreensão, afinal, o baile promete. É por dias como esse que vivemos.

Finalmente, chegamos. Cheio, não? Estranho. Diziam que estaria vazio por estar meio fora de moda. Estamos surpresos. Parece que hoje realmente é dia. Melhor, hoje é noite.

Início de baile e todos parecem meio tímidos. A briga por territórios parece latente. Eles vieram cheios de roupas de marca e pisantes último tipo. Pediram whisky aos montes. É preciso agir. Nossos trocados não permitem sequer um combo de Smirnoff.

Logo à frente, o grupo de mineiras Boazinhas parece ser o alvo ideal. Desce três doses dessa cachaça, então, seu garçom! Acho que vai dar uma animada nos meninos.

A música ambiente, então, dá lugar ao funk de MC Marcinho, lançada perfeitamente junto ao pratto principal. O salão explode. Era o que faltava pra contagiar o baile.

Menino Araújo não perde tempo e chama logo a pomposa Mina de verde pra dançar. Que bagunça boa!

Já são QUINZE prass nove. Solta a valsa e vamos bailar todo mundo…

 

Imagem: cinemaedebate.com

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