Os golaços de Pimpão e de Scarpa: lições do futebol visto como uma “Toy Story”

Os golaços de Rodrigo Pimpão, do Botafogo, e de Gustavo Scarpa, do Fluminense, essa semana, nos chamam à lembrança de modestas, mas significativas lições…

Primeiro, me despertou a atenção a explicação técnica do atleta do tricolor das Laranjeiras para o esplêndido gol marcado, contra o Globo, do Rio Grande do Norte, pela Copa do Brasil….com um chute antes da linha do meio campo, Scarpa encobriu o arqueiro e a bola entrou certeira e milimétrica no ângulo superior esquerdo: “ainda na base eu treinava muito…por isso, fiquei conhecido como Chutavinho”, explicou ao repórter depois do jogo…

…esta é uma resposta breve, mas que ajuda a elucidar muitos dos simples, mas certamente trabalhosos, “segredos” do esporte, do futebol e mesmo de qualquer outra atividade profissional…

…no nosso cotidiano, parece tão óbvia, mas ao mesmo tempo tão distante, esta certeza da importância de investir na formação dos jovens e vê-los alçar voos como o de Scarpa…do técnico para o lúdico, ele parecia agarrado àquela bola turbinada em direção ao gol…

…e a bicicleta do Pimpão, que marcou a vitória do alvinegro carioca contra o Olimpia do Paraguai, pela pré Libertadores?…perspicácia do “muleque” que começa com o apoio das “rodinhas” e, com a prática, rapidamente está pedalando “que é uma beleza”…a bola é mesmo divertida e o futebol uma baita “Toy Story”…

…é aí que o campo se transforma naqueles baús de brinquedos guardados eternamente nos nossos quartos e pensamentos: o torcedor do Flu vibrou com aquela cena a la “Buzz Lightyear”…em estilo longa-metragem, com o uniforme tricolor de boneco astronauta, lá vai o Scarpa “ao infinito e além!!!”…já o botafoguense, olhou para o céu e viu que lá na estrela solitária, brilhante, sorria o seu inseparável ursinho “Pimpão” de infância, que lhe convidava a dormir, de novo, depois de tanto tempo, abraçados naquela noite…como é bom brincar de jogar bola…

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