Os gols de “Robinhood” no Horto encantado como a floresta de Sherwood

Jogando no místico gramado do Horto, Robinho parece mesmo, em casa, à vontade na Floresta de Sherwood…isso mesmo, joga bola no bosque, solto e satírico, com uma ginga encantada, que sempre lhe foi peculiar, desde os tempos de “menino da Vila” Belmiro, em Santos…
 
…agora, com a experiência, o camisa 7 do Galo corre por sobre as “copas verdinhas das árvores”, como se estivesse com um “hood”, estiloso chapéu de penas revigorador do espírito aventureiro e desbravador dos caminhos do gol…é quase um “fora da lei” do futebol força e um exímio defensor da tão empobrecida arte nos dias atuais desse esporte… é fácil equipar as suas pernas compridas e velozes a um certeiro arco e flecha…
 
…Robinho, portanto, é um dos poucos que podemos chamar de “Robin Hood dos gramados”…poderia ser um dos eternizados como “príncipe dos ladrões de bola” ou simplesmente “príncipe dos gols”, como um dia já lhe chamou o jornal inglês “The Guardian”, quando jogou no Manchester City…
 
…se o zagueiro carrancudo, durão, metido a rico naquele rancho do campo, bobear, “Robinhood” surge rápido feito sua flecha e lhe tira aquele “ouro” redondo para guardá-lo no fundo do “saco de barbante” onde são armazenadas as grandes riquezas que alegram a todos, sem distinção de classes…
 
…seus dois gols contra o Coritiba foram de aparições ágeis e “repentinas” que desmontaram a guarda adversária…habilidade e sentido de colocação que deixariam o Rei Ricardo Coração de Leão de boca aberta…assim, ”Robinhood” fez a alegria da Massa atleticana no Horto com a lúdica paisagem de Sherwood…o futebol arte continua vivo e nos lembrando de grandes personagens e de inesquecíveis e fascinantes histórias…
 
Imagem do jornal “The Guardian” (2008)
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