Os Três Patetas em: Julieu de Pinho, de admirável a abominável

Salve Nação Azul!

‘Os três patetas: nunca vi nada igual!

O que pensa que é líder, manda-chuva:
Ele é cruel!’

Estrelando:
Moe como Julieu de Pinho
Cruzeiro

Co-estrelando:
Larry como Boiadeiro do Twitter
Curly como Analista de Desempenho

Era uma vez um jovem mancebo chamado Julieu de Pinho.
Era metade da década de 50, ele era um mocinho na casa de seus 15 anos e se apaixonou pelo Cruzeiro.
Começaram uma paquera, uns amassos, e depois de muuuitos anos aconteceu o casamento.
Quando se casaram, De Pinho foi visto como um herói!
Claro, o Cruzeiro vinha de sua pior temporada, quase havia sido despedido de seu emprego de dar brilho à empresa chamada Série A.
E Julieu, o herói da véspera, vinha libertar o Cruzeiro das garras de seus quase algozes, os irmãos Pereba!
Os Pereba também eram apaixonados pelo Cruzeiro e, quando namoraram, haviam feito muitas coisas boas um pelo outro.
Mas o amor virou um passatempo, uma amizade, em que os melhores esforços não são mais uma via de mão dupla como manda o amor.
Assim, os Pereba foram embora e deixaram o Cruzeiro à míngua.

Foi nesse cenário que De Pinho apareceu.
Não trazia nada, nem nada perguntou.
Mas se instalou feito posseiro no Cruzeiro, ajeitou as coisas num primeiro momento,e depois veio o ápice.
Com um mensageiro chamado Alê Gastão, a ponte entre os dois estava garantida.
Alê fazia as vezes de consultor, indicava os melhores presentes, garimpava os mais finos restaurantes, os melhores passeios.
Presentes caros, como um Dagoberto da melhor safra, um Dedé puro sangue!
Assim De Pinho cortejava o Cruzeiro, que lhe respondia com gols!
Com vitórias acachapantes.
Com espetáculos delirantes!
E com canecos de ouro!

Assim foi em 2013.
Assim foi em 2014.

Só que o dinheiro acabou.
De Pinho estava cego da paixão primeira, gastou tudo o que tinha e mais um pouco do que não tinha.
E os cobradores chegaram.
Alê, esperto que só e vendo que as vacas magrinhas estavam a caminho, montou-se em seu porco e fugiu.
De Pinho, inexperiente na arte do galanteio, começou a comprar presentes parcos.
Uns Palandrés de pelúcia barata.
Uns Marinhos de merda.
Charles vencidos…

Claro, o Cruzeiro desconfiou.
O brilho à série A começou a ficar fosco.
Seu grande servo e operário, Marcelêra Zói Preto, não conseguia sequer ajudar.
Também entregou seu boné e, montado no lombo doutro porco foi se arejar em ares paulistas.
Quando tudo parecia terminado, surgiu um Mano China que, a pulso de General, chamou os dois na regulagem e recolocou as coisas nos eixos.
De Pinho melhorou no cortejo.
O Cruzeiro melhorou em campo.
E Mano, pensando ter conseguido fazer a coisa andar, foi se endinheirar numa aventura xing-ling.

Aí entrou a face mais cruel de De Pinho.
Ele havia ficado aborrecido com os desmandos do Cruzeiro.
Quando parou de produzir, De Pinho ficou enervado com a situação.
Como assim que o Cruzeiro só aceitava seu melhor?
Sua parte mais cara?
E quando não houvesse mais grana, como se virariam ambos?

Veio 2016.
Julieu, atroz.
Cruzeiro, acuado.
Empobrecido.
Vinhos argentinos de quinta categoria.
Pangarés uruguaios sem qualquer raça ou pedigree.
E quanto mais pobre estava o Cruzeiro, mais sádico e desumano ficava De Pinho.
O Cruzeiro derrapava, e ele colocava no comando um estagiário que sequer havia dirigido um time do Desafio de Bairros.
O Cruzeiro apanhava, e ele nomeava para o cargo supremo um Analista de Desempenho que não sai de trás de uma mesa; que só quer saber do conforto de uma cadeira pomposa e do frescor do ar condicionado.

E esse sadismo de Julieu chegou ao seu ponto extremo: ameaça de morte.
Ou o Cruzeiro entrava no eixo do jeito dele, ou não serviria mais a nenhum senhor…
Adeus canecos.
Adeus vitórias.
Bye bye alegria!

À mão de ferro, num mundo de 8 milhões apaixonados pelo Cruzeiro, Julieu escolheu logo um Boiadeiro nádega frouxa para colocar ao seu lado.
Agora eram os três patetas a caçoar do Cruzeiro, escravo do bel prazer de Julieu e seus asseclas.

Do lado de cá a sofrer ficamos nós, os que ainda amam o Cruzeiro sem maldade de exaurir o Cruzeiro até se acabar.
Querendo dele apenas a leveza das conquistas; a parábola do prélio, mesmo que em guerra, mas com o final feliz de não esmorecer.

E Gilvan pirraçando a esses 8 milhões, querendo mostrar domínio, posse…
– Aqui mando eu. Os destinos do Cruzeiro sou eu quem traço. Meus prosélitos só fazem o que eu ordeno!

E nada de reforço.
Nada de escutar a ninguém.
Nada de nada.
Inverteu o lema.
Pelo Cruzeiro, nada! Do Cruzeiro, tudo! Até a última gota!

E agora?
Ficaremos nós a ver navios, a deixar tudo se acabar?
Ergamo-nos, nação!
Lutemos até o fim contra a dinastia de De Pinho.
Contra a pasmaceira do Boiadeiro que diz que ajuda no futebol, mas que só aparece na boa.
Contra a ineficácia do Analista de Desempenhos da calculadora adulterada, que só nos traz presente de grego.

Hoje, pelo Cruzeiro, o meu grito é:
FORA GILVAN!
Por menos morosidade nas contratações.
Por jogadores que cheguem e resolvam.
Pode menos bla-bla-bla e mais ação.
Por devolverem meu Cruzeiro de volta!

Simples assim!

‘… vive cheio de ideias que não saem do papel.
Manda em tudo, manda em todos.
Pulso forte, ele é durão.
O cara é rabugento, mas sua vida é uma ILUSÃO’.

Dá-lhe Cruzeiro!

Abraços a todos, saudações celestes, fiquem com Deus!
Até a próxima!

por Rogério Lúcio
Twitter: @rogeriolucio77

(Foto: Site AdoroCinema.com)
(Citações: música ‘Os Três Patetas’, de Aggeu Marques)

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