Essa paixão que vem de berço…

Salve, Nação Azul!

A gente tem um monte de assunto para a prosa de hoje.
Falar da boa atuação do Rafael, visto com desconfiança por 8 em cada 10 cruzeirenses; sobretudo após as boas atuações do Lucas França. E não é que o reserva de quase toda hora entrou e mostrou serviço?
Meu amigo Lúcio Cruzaço observou um algo que pouca gente pensou: Fábio não defenderia aquela cabeçada que Rafael pegou com maestria nos minutos finais do jogo.

Mas sigamos: por que não falar do Edimar? Pois depois de sofrermos com Sanchez Miño (arghhh!), Fabrício e Bryan, eis que chega um desconhecido e consegue estabilizar aquele setor outrora tão fragilizado.

Adiante: Manoel melhorou demais o Bruno Rodrigo. Como fazia falta ao Cabeça de Míssil um companheiro de respeito. Lembro-me de 2012, quando ao lado do Léo se revezavam Thiago Carvalho, Rafael Donato e Mateus, e o garoto Léo só sofrendo com más companhias. Pois eis que Manelão ajudou a Bruno Rodrigo esboçar voltar a ser o xerife de 2013-14.
Mas não vim falar disso hoje.

Vamos falar de Romero. Um pequeno gigante. Carrapato, incansável, carregador de piano. Contra o Santinha o tanto que esse rapaz desarmou e armou foi uma enormidade. O parceiro ideal para o neo-capitão Henrique! Era esse o assunto?

Não! O assunto do dia então deve ser a boa dupla de armadores. Caêta ontem esteve preguiçoso, lembrando-nos dos tempos de Deivid. Mas o suficiente para dar mais um gol com afeto e açúcar para Abilão Cabuloso, assunto do próximo parágrafo. Apesar de ontem, o serelepe uruguaio vem sendo desde Bento o nosso melhor jogador.
Mas Robinho… esse está jogando demais. Enxerga além, passa extremamente bem e, quando finaliza… que lindo gol, Robinho! Vida longa a você nesse nosso meio-campo!

Mas eu não vim falar disso aqui. Vim falar mesmo de Sóbis e Ábila. Dois guerreiros. No segundo tempo de ontem houve um escanteio contra nossa meta; quem estava lá para espanar a bola de cabeça era Rafael Sóbis, o Novo Gladiador! Disputou e ganhou no alto de Grafite, esse uns 90 centímetros mais alto que nosso combatente. Deu Sóbis!
E Ábila. Não tenho mais nada a dizer dele. Voltem três ou quatro textos e vejam o que vou me repetir: é o melhor finalizador das Américas. Ponto!

Enlouqueci ao enaltecer tanto os comandados de Mano? Não!
O time voltou a ter, sobretudo, o compromisso que tanto lhes faltara. Elenco há de sobra; faltava o brio agora descoberto, que nos acompanhará até o fim desse período, garanto, com felicidades e com um Penta!

Acabou?

NÃO!
VIM AQUI FALAR DA NOSSA TORCIDA!
EU VOU CANTAR MINHA PAIXÃO QUE VEM DE BERÇO!

Que torcida é essa, amigos! Que nas boas segue, mas que nas más, carrega!
Ontem fomos 50 mil vozes a explodir o Gigante da Pampulha.
Emocionante, arrepiante!
Um absurdo o que essa torcida faz. Com o time na estranha décima-sexta posição, colocar 50k no estádio é para raros!

Entendam todos os que lerem essa resenha: 50.000 livres, sem distribuir ingressos ou fazer promoção de ‘quem comprar um frango ganha quatro ingressos, uma camisa e uma bandeirola’.
O mais fácil seria a acomodação de ver o time sucumbir sozinho e lutar até o final contra o insucesso. Mas não. Pegamos o time pelas mãos, no grito! E conduzimos mais uma vez para o alto. Assim será até o final, meu Cruzeiro!

PARABÉNS, TORCIDA!
Vejam se não é uma paixão que vem de berço?
Torcida 4
Azul e branco é a cor do sentimento
Oh, meu Cruzeiro, eu te apoio até o final!
Oh, meu zê-rô! Ah, ser Cruzeiro é bom demais!

Dá-lhe Cruzeiro!

Abraços a todos, saudações celestes, fiquem com Deus!
Até a próxima!

por Rogério Lúcio
Twitter: @rogeriolucio77

(Foto: Fernanda Carvalho/O Tempo)

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