Papai Noel, eu não quero uma bola nova…

Querido Papai Noel,

Mais uma vez estou escrevendo esta carta para lhe contar como foi o ano que passou e fazer meus pedidos para este Natal. Mas antes, gostaria de lhe agradecer por ter realmente concretizado meu pedido do Natal passado: eu voltei a ser este ano aquilo que eu sempre fui…

Em 2013 eu fui alguém que jamais havia sido antes. Fui rebelde, não dei valor àqueles que se importam e dão a vida por mim, fiquei à mercê de muitas drogas de todos os tipos… Sim, eu estava tomado por drogas e por isso apanhei muito, tanto de colegas quanto de inimigos e até de desconhecidos.

Foi apenas no finalzinho do ano que iniciei o tratamento com um velho conhecido da família e comecei a me reabilitar aos poucos. Ele, por sinal, foi o maior responsável para que eu não atingisse o fundo do poço.

Então, 2014 chegou para que fosse o ano da reviravolta. No início, me olhavam com certa desconfiança. Aos poucos, fui provando que merecia um voto de confiança. Porém, quando tudo parecia estar de volta à normalidade, recebi em minha casa um amigo do interior paulista e tive uma noite regada a drogas novamente.

Decepção, mas diziam que era normal, afinal, o tratamento era recente. Algumas semanas depois e na visita de um outro amigo, de Bragança Paulista, uma nova noite de drogas do mais alto calibre e poderio.  Aquela segunda recaída parecia jogar tudo por água abaixo novamente.

A partir daí, tive a certeza que tudo dependia apenas de mim. Da minha determinação. Enquanto isso, aquele velho conhecido da família fazia de tudo para ajustar a casa. Inclusive, trouxe da Europa um famoso energético para impulsionar meu tratamento.

E eu melhorei. E melhorei muito. Fiquei forte, encorpado, daquele jeito que minha família estava acostumada a me ver. Voltei a ser motivo de orgulho para todos. Hoje estou novamente de bem com a vida.

Apesar de ainda querer muito, não terei mais aquele energético que foi fundamental na minha recuperação este ano. É uma pena, mas dizem que ele só será encontrado agora lá pelos lados dos EUA.

Então, Papai Noel, agora que eu voltei a ser aquele menino prodígio que você se lembra bem, quero fazer meu pedido de Natal: eu não quero uma bola nova, pois aquela onde costumo anotar alguns números ainda possui uns gomos em branco. Eu não quero nada material. De verdade. Se você realmente insistir em me presentear, peço apenas que ore para que dê tudo certo em uma grande aventura que estou prestes a embarcar pela América.

O resto pode deixar comigo.
Já aprendi com meus erros. Também já sei o caminho.

 

                                                                                                                      Do seu Amigo, São Paulo FC

 

 

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