Pato, mais futebol e menos Instagram!

Eu vou com a cara dele? Não.
Queria ele no meu time? Não.
Ele tem o perfil aguerrido que tanto queremos? Não.
Vai dar certo? Vai saber…

 

Quando a notícia da troca veio à tona, eu prontamente disse NÃO! Não pela saída de Jádson, que já havia encerrado seu ciclo no Morumbi (ciclo este que nunca começou), mas sim pelo Pato.

Pato é considerado “avoado”, “alienado”, “displicente” pelos colegas de clube e dizem que vive no “Fantástico Mundo de Pato”. Conseguiu sequer ser contagiado pela famosa raça do time da Marginal. O que esperar dele, então, no Morumbi, que tornou-se uma verdadeira fábrica de havaianas?

Além disso, sinceramente, acho que ele está distante da palavra craque, como a mídia insiste em tratá-lo. Pato é muito mais celebridade do que jogador.

Estamos falando de um rapaz que jogou QUATRO jogos pelo Internacional. Sim, com ótimas atuações. Aí então, transferiu-se para o Milan, e ficou um ano apenas treinando até completar 18 anos. Depois disso, em meio a uma atuação mediana e outra, casou-se com famosa atriz brasileira. Separou. Iniciou, então, namoro com a filha do presidente e premier italiano. Pronto. Seu nome já corria do TV Fama aos tablóides europeus.

A verdade é que Pato nunca decidiu. Assim foi na Itália, assim foi em seu badalado e milionário retorno ao Brasil.

Agora, ele chega ao Morumbi não mais como aquele cara de 40 milhões, mas sim como um jogador desacreditado. Veio pro Morumbi “de graça”, em uma troca de figurinhas descartáveis do álbum de cada clube. Além disso, o próprio ego do jogador parece estar abalado. Ainda mais: as vagas para o ataque da seleção, a poucos meses da Copa, estão completamente abertas. Tudo isso pode ser uma combinação favorável.

Na verdade, não temos escolha. Ele já está lá, treinando, vestido com a nossa camisa. Não torcemos por jogadores específicos, e sim pela instituição São Paulo Futebol Clube.

Que ele jogue mais bola do que poste fotos no Instagram.

Amém.

 

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