Pode parar. Campeão, não!

Mal intencionado, sim. Esse rapaz da cabeça de dedo polegar simplesmente arruinou nossas pretensões no campeonato.

Assim como de praxe, o gordinho prepotente prejudicou de forma incontestável uma partida do São Paulo (16 jogos apitados por ele no Morumbi, o São Paulo venceu apenas 5). Como autoridade máxima do jogo, cabe a ele chefiar e acatar ou não as decisões de seus assistentes.  Ahhh mas ele assumiu o erro. E daí? O que fazemos com os dois pontos que foram água abaixo?

Pois bem, alguns ainda diante da rapidez do lance conseguem defender o quinteto de arbitragem. Sim, QUINTETO. Aquilo que um dia foi trio de arbitragem hoje é quinteto, pois existem dois cones, um atrás de cada gol, para auxiliar o árbitro.  Aí eu lhe pergunto: para que servem estes rapazes? Deveriam ao mínimo pagar ingresso (e caro!) por serem meros espectadores da partida em local tão privilegiado.

Tudo bem, o lance era do bandeira.

Então eu preciso apenas de uma explicação plausível para que um assistente FIFA (Cléber Lúcio Gil), que estava exatamente na mesma linha da jogada, não tenha visto uma posição irregular de quase dois metros, sendo que eu de trás do gol lá na arquibancada tinha total convicção da irregularidade do lance.

O argumento levantado é que ele não sabia de quem havia sido o desvio. Não importa. Levanta a porra da bandeira pela posição do cara e deixa o árbitro definir de quem foi o desvio.

Depois de tudo isso, era nítida a pressão por compensação. Faltas nossas não eram marcadas e não-faltas deles eram marcadas. Na dúvida, pró-São Paulo. Mas até aí, a história do jogo já estava completamente comprometida. O Inter, desfalcado, achou um gol e se fechou por inteiro. E, para furar um bloqueio com onze atrás, é bem complicado. Quem lembra do Once Caldas sabe bem do que estou falando.

O empate veio. Tínhamos um segundo tempo inteiro para buscar o gol da vitória. Mas, apesar do total domínio e da blitz feita no campo de ataque, pouco conseguimos finalizar, ficamos devendo o segundo gol e vimos as chances de título ficarem a léguas de distância.

E mesmo assim, ao final da partida, o canto “Guerreiroooo.. Time de Guerreiroooo” dava o tom nas arquibancadas do Morumbi.  Apesar da limitação de alguns, a equipe toda mostrou uma vontade ímpar, se matando em campo, assim como aqueles da arquibancada o fariam.

O título ficou muito, mas muito distante. Entretanto, aquela pontinha de luz no fim do túnel permanece acesa dentro de todos nós, por mais que a razão diga que ficou impossível. Talvez seja mais pela paixão mesmo, ou por achar que o Rogério merece, ou por achar que o time vem sendo muito aguerrido…

A vitória? Dessa vez não veio. Brilhantismo? Também não teve. O campeonato? Agora só um milagre. A postura? Ahhh… essa pelo menos deixou o torcedor orgulhoso.

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