Por 1983..1995…e nós!!

Alô nação tricolor.

Lá vamos nós para a quinta final de Libertadores. O Lanús será osso duro de roer. Mas, quem chega à decisão, é porque mostrou competitividade ao longo do campeonato.

Os secadores, especialmente do lado vermelho do Rio Grande do Sul, adoram dizer: ‘Ah, mas estava fácil demais’. Isso não nos interessa. Se o caminho ficou mais tranquilo, é porque os outros times não tiveram competência. Como seria importante se 2017 terminasse como no ano passado, com mais um caneco no armário.

Pedro Geromito pode ser o nosso terceiro capitão da América. Em 1983, Hugo de Léon levantou a taça e, em 1995, Adilson foi o responsável por erguer o objetivo mais desejado do continente. Todos zagueiros, de alma, de coração, de entrega, de raça, sem bola perdida.

As duas finais serão de extrema dificuldade. Pela primeira vez, a equipe argentina disputa o título. Mas, se a tarefa é árdua para nós, do outro lado tenho certeza que o pensamento seja o mesmo. Só que o Grêmio é copeiro, agora reconhecidamente CAMPEÃO MUNDIAL, e tem a real chance da conquista do tricampeonato.

Que no dia 29 de novemrbro possamos calar La Fortaleza e festejar mundo afora. Enquanto isso, eles continuam a saga na Série B, aquela que tanto desdenhavam, esbravejando que “time grande não cai” – apenas Santos, Flamengo, Cruzeiro e São Paulo podem se vangloriar disso.
Estamos próximos de pintar a América de azul, preto e branco mais uma vez. Chegou o momento de acabar com a sina de perder para os argentinos. Foi assim em 1984 para o Independiente e 2007 para o Boca Juniors, de Riquelme e companhia. Dez anos depois, esse time nos permite sonhar.

Estamos com vocês: Marcelo Grohe; Edilson, Geromel, Kannemann e Bruno Cortez; Michel, Arthur, Ramiro, Luan e Fernandinho; Lucas Barrios. Esperamos que daqui a 20, 30 anos, saibamos de cor que esses 11 atletas formavam a equipe do tri.

E que Renato Portaluppi seja o primeiro brasileiro a vencer uma Libertadores como jogador e treinador. Justamente no clube em que se tornou ídolo e nos deu a maior das glórias no outro lado do planeta. Depois de 83 e 95, que o Tricolor faça com que 2017 também se torne inesquecível.

 

Foto: Lucas Uebel/Grêmio FBPA

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