POR NÓS, PELO M1TO, PELA HONRA, PELA FAMÍLIA

O clima de decisão já paira nas ruas e alamedas de São Paulo. Restam poucas horas para a bola rolar no estádio que se tornou palco das maiores decisões do futebol brasileiro.

Peço licença para falar diretamente com VOCÊ, jogador do São Paulo Futebol Clube:

“Me desculpe por atrapalhá-lo neste momento de concentração total, que imagino você estar. Mas preciso lhe contar o que significa você vestir este uniforme amanhã e subir ao gramado…

Sabe aquele jogo do último domingo, que você provavelmente imaginou que não valia muita coisa para brigar e se matar por uma quarta vaga de Libertadores, já que você nem sabe se estará vestindo esta mesma camisa no próximo ano? Eu, assim como outros quase 20 mil, estava lá para te incentivar. Para te aplaudir, para que você não se sentisse abandonado pelo seu torcedor (que abandonou seu almoço de família num dia frio em São Paulo simplesmente para lá estar).

Ao meu lado, o amigo de um amigo portava em seus braços a maior riqueza que alguém pode ter: seu filho, COM MENOS DE UM ANO DE IDADE, vestido com a camisa Tricolor. O pai esbanjava sorriso no rosto, orgulhoso por catequizar seu filho tão cedo à sua religião. O pequeno, que num futuro irá se orgulhar do pai por tal atitude, dormiu por quase todo o jogo. Na verdade, abriu seus olhos poucas vezes, mas no final do jogo, se manteve em alerta máximo.

Sabe o motivo? Você deve ter percebido que, nos últimos cinco minutos de jogo, a torcida jogou junto com o time, de pé, cantando e vibrando por você, que resolveu sair da sua zona de conforto e mostrar que, pelo menos por aqueles cinco minutos, fazia jus ao tal canto “time de guerreiro”.

Sinceramente, não o acho guerreiro. Alguns companheiros seus me parecem tentar ser, outros tantos, nem tentam. Isso me dá uma raiva que você nem imagina. Mas deixo tudo de lado, mais uma vez, para lá estar novamente ainda mais agora neste momento decisivo.

Se você soubesse o quanto você influencia na vida de 16 milhões, talvez você agisse totalmente diferente.

A minha semana acaba a cada simples derrota. O meu mês acaba a cada derrota (corriqueira, ultimamente) em clássicos. A minha vida acaba ao ver meu time jogar sem alma. A minha esperança renasce a cada nova partida em que aquela camisa entra em campo…

Também acredito que você tenha uma certa cumplicidade pelos seus companheiros de trabalho. Imagino que possuam certo respeito e admiração pelo maior ídolo da história da instituição que vos emprega. Pois bem, ele está pendurando suas vitoriosas chuteiras (e luvas). Ele já é uma lenda do futebol mundial e figurará nos mais ilustres livros da história de futebol. Que tal pegar essa rabeira e aparecer ao lado dele nesses livros com sua última taça de campeão?

Tá bom. Supomos que nada disso te contagie e você é daqueles mais frios do elenco, ou por estar em fim de carreira, por já ter jogado Copa do Mundo, por ter sido ídolo na Europa, por ter seu ‘irmão’ brilhando por lá e você ter se tornado um eterno futuro 10 da seleção, ou porque você é mais celebridade do que jogador, ou sei lá por que diachos…

Olhe no espelho. Você quer continuar com essa fama de amarelão, de ‘quase’, de looser, de mediano? A capa do jornal Lance da semana passada estampava seus rivais do Santos com a frase: VEM, FREGUÊS! Você é freguês deles? Vai deixar isso barato?

Bom, se nada disso te incorpora, antes de ir para o jogo, dê um grande beijo e abraço em sua esposa, levante seu filho no colo e saia de casa. Eu aposto que quando você chegar, eles estarão lá, dormindo, te esperando, seja qual for o resultado, mas estarão cheios de orgulho se você for o herói deles.

Seja qual for a sua razão, INSPIRE-SE.
Depois, TRANSPIRE.

Assim, e só assim, todos nós, juntos, venceremos.”

Vamos São Paulo!!!!

 

Imagem: site oficial

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