Pra levar vantagem (mas ainda muito mal…)

Salve Nação Azul!
Os quatro pontos conquistados em BH devolvem o Maior de Minas à liderança na busca para terminar a fase inicial do Mineiro em primeiro lugar. Mas o caminho ainda me parece longo demais.

Jovens de cá e de lá
Contra o Coelho, era um jogo para os jovens valores se mostrarem.
Do lado azul, Alisson e Arrascaeta brilharam e decidiram: o primeiro com o belo gol; o segundo com boa atuação e assistência açucarada ao gol de Damião.
Pelo Coelho, Bryan, Bruno Sávio e Rubens até fizeram bom jogo, mas pecaram sobretudo nas finalizações.
A diferença entre os jovens de cá e de lá: bagagem. Nossos jovens já rodaram seleções e disputas internacionais, e tem se mostrado mais prontos quando chamados a agir.

Ligação direta versus teimosia
Contra o Mamoré, o Cruzeiro entrou em campo com quatro atacantes e nenhum armador. Haviam dois no banco, mas Marcelo teimou de novo e o time viveu um primeiro tempo de ligações diretas, os vulgos chutões.
Qual o medo, professor? Queimar os meninos?
Ora, testar Marcus Vinicius e Gabriel Xavier tem que ser assim, em casa, contra o Mamoré.
Daí você coloca Riascos e Judivan, atacantes, para armar? Na volta do intervalo, outro atacante, Neilton?
Aí, quase a vaca vai pro brejo.

Joel e Riascos: muito ruins
O camaronês e o colombiano poderiam bem se juntar à equipe de atletismo do Cruzeiro e tentar algo por lá. Biótipo pra isso eles têm. Porque no futebol, a camisa azul não está lhes fazendo bem.
Fracos, fraquíssimos…

Presa fácil
Sem Alisson, Arrascaeta e (pasmem, mas vou falar isso!) Marquinhos, o Cruzeiro foi presa fácil para a forte defesa do poderoso… Mamoré (!?).
Não sobrou no time um só sujeito que quebrasse a marcação a não ser um desses três.
No primeiro tempo, só Judivan tentou algo novo. E, claro, a boa vontade de sempre do Damigol.

Teve que levar o susto pra acordar
Aí no segundo tempo, aquela única bola que o time interiorano busca, escanteio e… gol do Mamoré.
E dá-lhe bicuda, bumba-meu-boi, Deus-nos-acuda!
Nesse susto foi que o Marcelo decidiu tirar um volante e promover a estreia do armador Marcus Vinicius.
O jogo seguiu ruim, mas aos 41 foi numa boa jogada solo do garoto que a bola sobrou pra Damião empatar.

Existe hora boa pra perder?
Contra o Mamoré, em casa, empate foi péssimo, horroroso. Mas ainda vamos achar quem diga que o time está invicto no ano. Pois eu acho que podia perder um joguinho desses que não vale nada pra acabar com esse papinho de invicto e o time abrir o olho de vez.
Pois os adversários, por hora, são fracos tanto no Mineiro como na Libertadores. O time segue achando que vencerá seus jogos quando quiser. Então que tome logo uma catracada pra ficar esperto e pronto.
Tá chato esse troço de jogar uma mal, outra mais ou menos, uma péssima, outra boa, mas não perde nunca e fica mascarando esse futebolzinho pequeno…

Dá pra jogar só o segundo tempo?
Contra Democrata, Guarani e Villa Nova, o Cruzeiro só funcionou na segunda etapa. Ganhou, mas passou sufoco.
Contra o Mamoré foi pior ainda. Quase perdemos!
Repito: o Cruzeiro enfrenta seriíssimas dificuldades para se achar contra adversários fechados.
Prevejo ainda muito sofrimento.

Pequetito e o prélio
Claro que sou fã de Alberto Rodrigues como qualquer cruzeirense. Mas tenho ficado cada dia mais fã do Osvaldo Reis, o Pequetito. Sem se assumir azul ou rosa, mas um locutor vibrante e inventivo.
Pois eis que antes do jogo dessa quarta eu vagava pelo Twitter quando respondi um post dele dizendo que ‘queria ver Gabriel Xavier durante o prélio’.
Daí, ouvindo sua transmissão ganhei o presente de ter meu nome citado com o seguinte comentário:
– Rogério, ‘prélio’ você buscou longe, hein!!!
Valeu, Pequetito! Aquele abraço. Vai daí que eu vou daqui!
Ps.: para os desavisados não tão maduros quanto eu, prélio quer dizer batalha, combate.

Dá-lhe, Cruzeiro!
Abraços a todos, saudações celestes, fiquem com Deus!
Até a próxima!

Por: Rogério Lúcio
Twitter: @rogeriolucio77

 

(Foto: Rodrigo Clemente / DA Press)

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