Primeiro a obrigação, depois a diversão

Mesmo ainda sentindo o golpe de três derrotas seguidas, o Galo foi um aluno aplicado ontem e fez valer o bom e velho ditado. Primeiro a obrigação, depois a diversão. Vencer o lanterna Guarani, no Palácio do Horto, era obrigação. Mesmo sem empolgar, o time conseguiu o resultado positivo e recuperou a vice-liderança no Estadual, que, mais do que nunca, tem que ficar em um segundo plano neste momento.

Agora, que venha a diversão, domingo, no salão de festas da Pampulha. Já se vão vinte meses e nove jogos desde a última derrota para a turma da Enseada das Garças. E, mesmo assim, ela veio quando estávamos em festa pela conquista da América e mandamos a campo os amigos do Leleu. Neste período, foram seis vitórias do Galo e três empates e a marca, se estendida, pode entrar para a história, já que o maior jejum no clássico é de 13 jogos sem vitória da turma ‘duladilá’ da Lagoa, entre 1985 e 1987.

É claro que o momento não está permitindo muita euforia, mas lá vamos nós novamente ao palco onde estamos acostumados a festejar . Embora o foco esteja todo na Libertadores, onde a recuperação tem que vir a qualquer preço já na Colômbia, domingo o atleticano faz questão da vitória.

Mesmo que ainda seja primeira fase e que o estadual só tenha validade no mata-mata. Ainda assim, é questão de honra. Afinal de contas, quando se trata de um João e Maria, o hino alvinegro também entra em campo: é vencer, vencer ou vencer.

Mais do que nosso ideal, a vitória nos dará novamente o conforto necessário para relaxar no certame regional e já começar a pensar no confronto contra o Santa Fé, que já batizo, desde já, de Santa Fé x Haja Fé, pois só com muita oração conseguiremos dar início ao mais recente milagre atleticano. E quando o assunto é milagre, temos sido os donos da bola. E do terreiro.

Para domingo, o primeiro passo pode vir de uma campanha lançada por um grande amigo atleticano que prefiro deixar no anonimato: #devolvama23paraodátolo. Sim, Jesús, depois que vestiu a 10, parece ter ficado inibido. Ainda aguerrido, mas menos brilhante. Pois bem, Levir: 23 no argentino. E uma dose extra de motivação nas refeições de Luan e Carlos, nossos exterminadores de Maria.

É uma de nossas maiores alegrias silenciar a arrogância azul que se manifesta de vez em quando. E, já disse aqui, em semana de clássico, Minas Gerais escancara a diferença entre quem opta por lutar, lutar, lutar com toda raça pra vencer e quem vive cheio de vaidade, chama o time de querido e, claro, treme. Só conversar com os simpatizantes do time azul pelas ruas para confirmar o que estou falando. Não é Parkinson, acredite…

Fonte da imagem: www.uol.com.br

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