Quando eu soltar a minha voz, por favor entenda

Estamos sem voz já. Com todo o direito, passamos a madrugada a gritar. E como é bom gritar ‘É campeão’. Em cima do maior rival, melhor ainda. Na ‘casa’ deles, diante da ‘torcida’ deles? Ô, meu Deus, o Senhor pegou gosto mesmo pelo Galo Doido. Não tinha como ser melhor. Mais uma vez, mostramos quem sabe festejar em Minas Gerais.

Se o pirulito da Praça Sete falasse, ele certamente estaria questionando a diferença da festa alvinegra em comparação à ‘festa’ azul. Não deve estar entendendo nada o obelisco. Afinal de contas, o Carnaval de domingo, que sabidamente terminaria na quarta-feira de cinzas, não chegou ao final do Fantástico.

A lamentar apenas o fato de não termos tido, na decisão, um adversário à altura desse Galo que tem encantado todas as raças. Arrisco a dizer que se a final tivesse sido contra o tal Santa Rita, o ABC ou o Santos, a coisa teria sido mais complicada.

Alguns vão dizer que é porque eles não faziam questão deste título. Possuem outros 267 só da Copa do Brasil, além dos 218 brasileirões. Bem ao estilo deles. Sabe o que isso muda? Nada. Para nós, valeu. E muito.

Água no chopp, carimbo na faixa e manutenção de uma freguesia que está virando piada em âmbito nacional. Hoje não somos mais só nós, atleticanos, que sabemos que a turma da Enseada das Garças treme quando vê o Galo pela frente. O Brasil inteiro já sabe. E ri muito disso.

Podem ganhar o que for. Mas do Galo não ganham. Já tem até atleticano brincando com a tão alardeada tríplice coroa celeste. Não ganharam do Galo no Mineiro, nem no Brasileiro, nem na Copa do Brasil. Normal. Cliente cinco estrelas só o Galão da Massa tem.

Fato é que, mesmo diante de um adversário que mal entrou em campo nos dois jogos, esse foi mesmo um título merecido, como afirmou após o jogo de ontem o Levir. Que graça teria se outro time ficasse com o troféu depois das viradas heroicas do alvinegro sobre Corinthians e Flamengo? Aliás, esses dois times valorizam e muito a nossa conquista.

Novamente o atleticano bate papo com Deus. Esta é uma relação que está dando gosto, de tão íntimo que Ele está da Massa. Certamente, já fez o Galo na Veia. Realmente, as contas do passado estão sendo quitadas. Mas queremos mais. E sabemos que podemos. Com a mesma raça e humildade de sempre.

Outra coisa que chamou a atenção no jogo de ontem foi a popularidade de nosso rival. Casa cheia e clima de empolgação total. Por sinal, muito bonito o mosaico que fizeram nas cadeiras centrais. Só não entendi o porque de se inspirarem no livro 50 tons de cinza. Mas valeu. Também valorizou a nossa festa, assim como o milho despejado no entorno de nosso Palácio, na primeira partida. E os sabugos? Ninguém responde….

Feliz, a Massa só tem a agradecer. Ao presidente Alexandre Kalil, que despertou o Gigante ano passado; ao Levir e toda a comissão técnica, aos jogadores e, claro, ao time da Enseada das Garças. Ainda bem que temos vocês. Porque quando a coisa aperta, nada como uma surra no cliente cinco estrelas.

Compartilhe!
  • 33
  •  
  •  
  •  
  •  
    33
    Shares

Deixe sua Opinião