Quando “não vale nada”, pode até acabar valendo!

Modinha? Só vai na boa? Acostumado com time ganhando tudo? Acho que este campeonato provou que esta não é a questão. Na briga por fugir do impensável rebaixamento, a torcida tricolor manteve-se presente e disputa a liderança na média de público do campeonato. E isso se resume em duas palavras: raça e preço.

Eu nunca me conformei com ingressos a preços exorbitantes. R$50,00 uma arquibancada para assistir São Paulo x Portuguesa? Isso pra mim é um absurdo. Como é também para a grande maioria dos torcedores. Qual o sentido de cobrar este valor e ver um estádio com 6 mil pessoas, ao invés de conquistar o torcedor com um futebol voluntarioso, cobrando R$10,00, e ter um apoio de 50 mil apaixonados em jogos que “não valem nada”?

Diferente da maior torcida do estado, que possui quase o dobro de torcedores que nós e vangloria-se por colocar 25 mil pessoas em jogos no Pacaembu (localizado na zona central da cidade, com extrema facilidade de acesso), o Morumbi não tem metrô na porta. O Morumbi é longe de tudo. O Morumbi não tem onde parar o carro. Mas não tem nada mais vistoso que um Morumbi lotado.

Por isso, diferente de todas as besteiras feitas nos últimos tempos, desta vez, finalmente, a diretoria tricolor mandou muito bem com a redução do preço dos ingressos e promoção para sócio-torcedores e trouxe novamente os torcedores para o Morumbi. Finalmente o sócio-torcedor começa a ser valorizado, e não paga R$30,00 mensais apenas por prioridade em jogos grandes.

Não que essa atitude seja uma brilhante ideia, pois acho que é o mínimo que se poderia fazer ao torcedor. Mas me parece que a visão marqueteira de Rui Branquinho já esboça uma evolução interna no clube.

E encerremos esse papo que “a minha torcida é mais fanática porque vai em maior número nos jogos que não são decisivos”. Tá na cara, pra qualquer Zé Ruela entender: quando se tem Muricys, Aloísios e uma diretoria pró-ativa, tudo conspira para o lado positivo e todo mundo vai junto com o time. Isso alterou o status de “fugindo do rebaixamento” para “chances de G4”, ainda que bastante improvável, segundo os matemáticos (6% de chances).

Mas quando time, torcida e fase estão em harmonia, é difícil segurar o Tricolor. G4, nos aguarde.

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