Quando um não quer, dois não brigam!

Foi notória a insatisfação de Marcelo Moreno, durante a representação do Grêmio, esta semana. O olhar tímido do artilheiro boliviano era um código. Um pedido gestual. Como se dissesse: – Eu não quero ficar aqui. Aqui não é o meu lugar!

A diretoria do tricolor dos pampas, por sua vez, parece nao importar-se com o desejo do goleador. Insiste em mantê-lo, pensando em fazer “caixa” em uma rentável negociação para o clube. Ao que tudo indica, Felipão terá uma difícil missão se estiver disposto a convencer o jogador de ficar. E, isso, inclui fazê-lo manter o faro de “matador”.

Enquanto atuou no Grêmio, ele não foi brilhante, mas não foi o pior. Diferente, do incontestável Moreno, que, em paz consigo mesmo, voou baixo defendendo as cores da Raposa, em BH, no ano passado.

A sorte está lançada. Uma coisa já é certa: ao não prorrogar o empréstimo do boliviano com o Cruzeiro, os imortais assumiram o risco de perdê-lo, lentamente, para si mesmo. Afinal de contas, quando um não quer, dois não brigam.

por Cléber Rodrigues

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