Que honra, Rogério!

Que honra!

Quem faz anos é ele, quem merece homenagens é ele, quem é uma lenda viva, também é ele. Mas a honra, quem tem, somos todos nós.

Somos imensamente privilegiados pelo destino.

A grande maioria de nós pôde acompanhar toda a carreira do maior ídolo que já vestiu a camisa branca com listras vermelha e preta.

Aquele tal goleiro campeão da Copa São Paulo de Juniores, em 1993, parecia ter muito potencial. No ano seguinte, era parte integrante do “Expressinho Tricolor”, aquele time que podemos chamar de ´segundo quadro´ do Tricolor que acabou vencendo a Copa Conmebol em 94 de forma fantástica. Dois anos mais e chegaria a tão vislumbrada titularidade da equipe principal.

Atuações seguras e convincentes conquistavam definitivamente seu espaço na equipe. Muito treino, disposição, coragem e inovação o credenciavam a se tornar cobrador de faltas.

Me lembro exatamente do dia 15 de fevereiro de 1997. Assistindo ao jogo em casa, fico de pé para ver de perto aquela novidade: o goleiro do meu time ia bater a falta. É GOL!!! E saio gritando pela casa: É gol de goleiro caralhoooo!!! Gol do Rogériooooo!!!

Mal sabia eu que iria repetir esse gesto mais de uma centena de vezes.

Logo se tornou capitão. Campeão. Bicampeão. Tricampeão. Levantou a América. Conquistou o Mundo, sendo o melhor jogador do torneio.

Jamais esquecerei aquele dia 27 de março de 2011. Lembro do momento em que a falta foi marcada. Todos atrás do gol inquietos. Era o melhor cenário possível: o centésimo, de falta, e em cima ´deles´. A bola veio em nossa direção, no nosso ângulo. E eu caí uns três andares de arquibancada comemorando aquele feito incrível.

Que honra! 22 de agosto de 2012 e ele senta ao meu lado para assistir a pré-estreia do filme Soberano 2. No final do filme, olho para ele e vejo lágrimas caindo em seu rosto. Isso eu não li em lugar nenhum. Essa sou eu que estou dizendo.

Que honra! O santista é saudoso pelos tempos de seu maior ídolo, Pelé. O palmeirense lembra orgulhoso dos tempos de Ademir da Guia. O botafoguense até hoje sonha com os dribles de Garrincha. O vascaíno lamenta Dinamite não ser genial enquanto presidente. Já o torcedor Tricolor, ahhh esse pode ir hoje à noite ao Morumbi que seu maior ídolo ainda está em atividade!

Parabéns, Rogério. Que honra!

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