Que possamos nos abraçar mais

O técnico da Seleção Brasileira, Tite, estava mais uma vez certo: a cena da mãe do goleiro Danilo, a “sra. Alaíde”, oferecendo um abraço ao repórter do SporTV, Guido Nunes, foi mesmo uma das mais representativas diante desta tragédia que abalou o mundo. O “colo” desta mãe se mostrou tão humano, sensível, acolhedor e, paralelamente, tão forte, que todos os que compartilham desta dor tiveram vontade de abraçá-la em algum instante…

…repensamos os significados de um simples abraço…

…aos meus olhos, ficam eternizados também o choro do jornalista Ari Peixoto, ao vivo no Jornal Hoje, com Evaristo Costa…as crianças entristecidas com as bandeiras, camisas, trajes do “Índio Condá” e balões, mas que, ao mesmo tempo, nos dão esperança de dias melhores…o mascote da “Chape”, com aquele “carão sério” de “chefe da tribo”, de índio guerreiro, que chorou e ajudou a consolar…os militares que carregaram os caixões e prestaram homenagens do aeroporto ao gramado da Arena Condá…as pessoas simples, mas com o luxo da bondade e da solidariedade que, verdadeiramente, nos fazem ricos e inesquecíveis…

…até os anjos e os Deuses do Futebol choraram sobre a cidade de Chapecó neste sábado…que estas lágrimas tenham abençoado as famílias, as almas dos que se foram, e tenham deixado, para os que aqui continuam, espíritos de luz, de comunhão e de compaixão…

…ah, como um abraço pode ser tão importante para cada um de nós…

…aos colombianos, o infinito agradecimento por tamanha humanidade…foi uma aula de vida, em meio a um doloroso ritual de morte…

…que a bola continue a rolar…que jornalistas e desportistas vitimados sejam para sempre lembrados…que possamos nos abraçar mais…

Imagem: SPORTV

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