Que seja igual a 96!

Salve Nação Azul!

Esqueçamos as rusgas!
É hora de decisão!

Esqueçamos o tanto que xingamos o Mano, teimoso, ao escalar um time reserva ainda na nona rodada do Brasileiro.
Ao que parece, apesar da nossa cólera, deu certo.
Quem poupou no meio de semana, venceu no domingo.
Venceu bem!
Quem não poupou, perdeu em casa (Grêmio e Ponte, por exemplo).

Pois a chave agora está virada para a decisão de vaga para as semis da Copa do Brasil.
Dentre os sete adversários possíveis, eis que cruza o Palmeiras no nosso caminho.
Um dos menos desejados.
De novo nosso co-irmão Palestra, noutra decisão de Copa.

Eles tem hoje um dos melhores times do Brasil.
Ganharam essa Copa em 2015, são atuais campeões brasileiros, tem em seu parceiro comercial um investidor de alto porte e duas peças incontestáveis dentre seus pares: Alexandre Mattos e Cuca.

Mas se voltarmos a fita pouco mais de 20 anos, veremos um Palmeiras em situação parecida, que iria decidir em casa o caneco do mesmo torneio e era dado durante a semana como virtual campeão.
De véspera?
Que sejam, para eles, as ‘Vésperas de muito e dias de nada’.

Em 96 eles tinham um time de muita grana da Parmalat, com Cafu, Flávio Conceição, Rivaldo, Djalminha, Muller, Luizão e Luxa em sua grande fase.
Cheios de dinheiro dos outros.
Como hoje.

Vinham de títulos nos três últimos anos (brasileiros e paulistas).
Como hoje.

Mas cruzaram com uma camisa de muito peso.
Um time tinhoso, copeiro.
Que seja hoje como foi outrora.

Acredito no Cruzeiro.
O time fez dois grandes jogos contra Grêmio e Coritiba.
Exceção feita à defesa e (mui especialmente) as bolas aéreas, a quem dedico parágrafo daqui a pouco, o time tem demonstrado bom repertório criativo, variações táticas e poder de fogo.

Não vejo, também, o Palmeiras como esse bicho-papão que pintam por aí.
Sério.
Só fechar a cara como fizeram nesses dois jogos que citei que a vaga virá.

BOLAS AÉREAS
Marcelo Oliveira dizia no Cruzeiro que o futebol só tem uma bola.
Se ela está com você, agrida de todas as formas.

Assim, tínhamos uma ótima bola aérea defensiva e ofensivamente.
Ganhamos muitos jogos assim, pelo alto.
Nilton, Bruno Rodrigo, Dedé, Júlio Baptista e até o Léo eram nossos especialistas, obviamente ajudados pela boa pontaria de Éverton Ribeiro, Dagoberto e Willian.

Hoje, medo e desânimo.
Medo quando a bola é defensiva.
Desânimo quando é para atacar.

Parece mal treinado, pouco ensaio, nada combinado…
Ontem contra o Coxa sofremos muito, de novo.
Fábio nos salvou.

Não sei se dá tempo de ajeitar a casinha até quarta-feira; então que os deuses do futebol estejam ao nosso lado nos acudindo…!
Que assim seja, amém!

ENTÃO É ISSO!
Pra cima deles, meu Cruzeiro.
É o primeiro capítulo de dois.
Que possamos sorrir ao final, para Coparmos mais uma vez.

Ao Penta, Cruzeiro!
Avanti, Palestra… de Minas!

Abraços a todos.
Saudações celestes, fiquem com Deus!
Até a próxima!

por Rogério Lúcio
Twitter: @rogeriolucio77

(Foto: Paulo Filgueiras/EM DA Press)

Compartilhe!
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  

Deixe sua Opinião