Vai no estádio? Quer pagar quanto?

Para encerrar os assuntos clubísticos do primeiro semestre e voltarmos nossas atenções exclusivamente à Copa do Mundo, preciso enaltecer um fato que merece grande destaque nas manchetes tricolores: Gostaria de parabenizar a Diretoria do São Paulo pela manutenção dos preços promocionais de ingressos.

Nas duas últimas rodadas, por exemplo, tivemos 17 mil pessoas às 21h de um sábado, contra o Grêmio, em uma noite de muito frio e chuva, e 28 mil na última rodada, frente ao Galo. É evidente que esses números seriam ainda muito maiores em jogos às 4h da tarde.

O valor de R$ 10 para arquibancadas, ao meu ver, está muito bem pago para os padrões brasileiros, levando em consideração a situação financeira do país, os jogos “em casa” que são praticamente semanais, e o nível do futebol praticado atualmente no Brasil. Sócio-torcedores pagam ainda menos: R$ 3.

Apenas como exemplo, o Flamengo, vem colocando públicos pífios nos jogos como mandante. Isso devido aos valores astronômicos praticados na bilheteria (onde uma arquibancada chega a custar R$ 80), além, é claro, do futebol medonho apresentado em campo. A Diretoria deles deveria (ou teria a obrigação) de fazer promoções para atrair novamente seus torcedores, que ocasionalmente podem virar o jogo e empurrar seu time contra o já perigoso rebaixamento.

Nunca ninguém irá me convencer que vale mais a pena ter no estádio 10 mil pessoas pagando R$ 40 do que 40 mil pessoas pagando R$ 10. A conta parece a mesma, mas, mesmo com um gasto menor na operação e logística do evento no primeiro caso, o benefício de ter um estádio cheio, seja para contagiar jogadores, impulsionar a ‘marca’ do clube, ou simplesmente pelo espetáculo do futebol, é imensurável.

Agora, um fato muito me intriga: cheguei ao Morumbi no sábado faltando 5 minutos para começar o jogo. Fui à bilheteria comprar meu ingresso e lá fui informado que havia apenas arquibancada amarela, pois as demais já haviam se esgotado. Aí, então, lembrei  de ter ouvido alguns metros atrás um rapaz, fardado de uma das torcidas organizadas, oferecendo ingresso de arquibancada laranja ao mesmo preço da bilheteria (R$ 10). Retornei e comprei meu ingresso, desconfiado, com este rapaz. Fiquei aliviado quando passei a catraca.

Porém, uma pergunta ficou na minha cabeça: como um cambista pode vender ingresso pelo mesmo preço da bilheteria? Com certeza, burro ele não é e estava tendo algum lucro com esta ‘revenda’. Então, de onde saiu este ingresso? Meu caro Aidar… tem boi nessa linha!

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