Ressaca de alegria…o resto é mimimi

Fim da angústia, da aflição e da espera por uma taça (que por sinal eu adoraria brindar com torcedores do lado vermelho do Rio Grande do Sul). Somos campeões, ou melhor, pentacampeões. O maior vencedor da história da Copa do Brasil (1989, 1994, 1997, 2001 e 2016).

A espera de 15 anos sem títulos expressivos acabou e junto com ela a zoação, a corneta e as piadinhas. Era difícil imaginar que, no findar de 2016, voltaríamos a festejar e pintar o País de azul, preto e branco outra vez.

Pois, o Grêmio mostrou exatamente o contrário. Por isso, a conquista, além de merecida e incontestável, tem um sabor todo especial. Superamos adversários de Série A: Atlético-PR, o campeão brasileiro Palmeiras, e os mineiros Cruzeiro e Atlético.

Muitos imaginavam que Renato viria apenas para ser mais um treinador à beira do campo. Não foi. Decidiu largar o futevôlei que praticava em Ipanema, durante as tardes na Cidade Maravilhosa, para ser o primeiro técnico do clube a erguer um troféu na Arena, que completa quatro anos de existência nesta quinta-feira.

O antecessor Roger Machado tem méritos? Sem dúvidas, pois montou a equipe. Só que o Renato melhorou o time. Resgatou, por exemplo, Ramiro e Marcelo Oliveira. Até o capitão Maicon, que vinha sendo bastante contestado, passou a render mais. E a união da equipe fez a diferença. A medida que avançava de fase, eliminando rivais dificílimos, o Tricolor nos indicava que a taça não ficaria em uma mera imaginação.

A vitória de 3 a 1 sobre o Galo foi crucial para garantir o penta. Em Belo Horizonte, o Grêmio construiu uma excelente vantagem. Nos dois confrontos, a dupla Pedro Geromel e Kannemann anulou Robinho e Lucas Pratto. E o time jogou por nós. Teve hombridade, garra, força e técnica para devolver a alegria de ser campeão.

Marcelo Grohe; Edilson, Pedro Geromel, Kannemann e Marcelo Oliveira; Walace, Maicon, Ramiro, Douglas e Everton; Luan entraram para o seleto grupo de campeões. Não podemos esquecer de Pedro Rocha, autor de dois gols no jogo de ida, que contribuiu muito para que um simples sonho se tornasse realidade.

O presidente Romildo Bolzan Júnior provou que o planejamento teve saldo positivo. O Grêmio não tem um elenco qualificado como do Galo e do Palmeiras. No entanto, só isso não basta. É necessário justificar dentro das quatro linhas.

Depois de mais de uma década na fila, o título voltou a ficar em boas mãos, como as de Marcelo Grohe, que permaneceu 12 anos na reserva à espera de uma oportunidade e, quando ela veio, não decepcionou.

O último campeão desta temporada vestiu a camisa da humildade. Chegou como quem não quer nada e derrubou todos os prognósticos. Ninguém nos apontava como favoritos. Nem precisava. Dentro de campo, a história foi totalmente diferente. E o Grêmio saiu campeão (e continua copeiro).

PS: As imagens passaram de VHS para DVD/Blu-Ray e a máquina fotográfica, que era analógica, virou digital. Para aquela moçada que ainda não tinha o gostinho de gritar “é campeão”, fique à vontade. É pentaaaaaaaaaaa!!!

Saudações tricolores.

Foto: Lucas Uebel/Grêmio

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