Roger, o pé quente em Gre-Nais

No Rio Grande do Sul é assim: Gre-Nal pode arrumar a casa de um lado e cair do outro. É preciso mais do que a técnica. A raça e a vontade também ajudam a construir uma vitória. O técnico do Grêmio, Roger Machado sabe muito disso. Primeiro, porque é cria da casa. E segundo que, como bom lateral-esquerdo que foi, sabe a importância de vencer um dos maiores clássicos desse Brasil varonil. Ele conhece os caminhos para bater o arquirrival Internacional.

Como treinador (ainda que interino) do Tricolor venceu o adversário duas vezes, em 2011 e 2012 – ambos por 2 a 1. Já como jogador durante dez anos do Grêmio, Roger disputou 22 Gre-Nais. Foram sete vitórias, oito empates e sete derrotas.

Essas estatísticas o credenciam na hora de armar o time para os futuros clássicos pelo Brasileirão. Afinal de contas, conhece como ninguém o gostinho de conquistar os três pontos sobre o Colorado em uma competição nacional. Sim, porque o triunfo significa (e muito) em um campeonato de pontos corridos. A diferença estará lá na frente depois.

Ídolo valorizado que é (ao contrário de alguns atletas do co-irmão) Roger tem a sua grande chance na carreira, agora à beira do campo. Mostra-se estudioso para trazer o bom futebol que a torcida tanto espera de um clube multicampeão. E ganhar Gre-Nais também faz parte deste contexto.

Esperamos que Roger tenha sucesso, porque ganhar de um rival é sempre bom (e rende muitas flautas).

 

por Roberto Patta

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