Sabatina é o ‘baralho’!

Salve Nação Azul!

‘Ano sabático’ foi a expressão idiomática que o ótimo técnico Tite se deu para o ano de 2014, em que ele queria aprender mais para se renovar a voltar a buscar os grandes resultados.

Pois eis que após os excelentes 2013 e 2014, o Cruzeiro se presenteou com um 2015 de sabatina: recuperar o fôlego financeiro dos pesados anos da era Mattos, remontar o time e voltar com tudo na temporada seguinte.
2015 passou, veio 2016 e… feliz 2017!?
Pois 2016 passa tão ou mais insosso que o ano passado.

Parece que a catarse da era Deivid-Bento está saindo do time a passos muito lentos. Pois se o time não corre mais tanto risco de um vexame gigante que nem gosto de citar, também não encanta a ninguém há tempos.
Ou acham mesmo que esse Cruzeiro aí tem condição de reverter o resultado contra o Grêmio na quarta?
Gente, sejamos muito austeros agora: aquele time que acachapou o Corinthians foi um dos raros pontos fora da curva num ano de sofrimento em cima de sofrimento.

Tivemos raras partidas excelentes soltas num mar de resultados ruins, vitórias magrinhas sobre times de quinta categoria, vexames…
Sim, passamos o ano batendo nas Frangas, mas isso é quase praxe e protocolo.
Uma boa vitória contra a Ponte em Campinas, Inter em casa, Botafogo na Copa do Brasil… um beliscão num Figueirense daqui, outro num Vitória dali, e olhemos lá.

Mas eu me lembro muito bem, mesmo, é de penarmos para bater o Campinense em casa, num 3-2 esquisito. De lutarmos para ganhar da Tombense, da Caldense… Sofremos no primeiro semestre com nenhum resultado que enchesse os olhos por serem vistosos ou o coração de orgulho. Primeira Liga e Mineiro sofríveis apontavam para um Brasileirão de amarguras. E veio de cara uma goleada para o agora virtual rebaixado Santa Cruz.

A aflição causada por Deivid deveria ter sido aplacada com a vinda do estudioso Paulo Bento. Rigor, disciplina, muita teimosia e parcos resultados positivos marcaram a curta passagem do português por aqui.
Por sorte nossa, Mano estava de novo no marcado. Voltou para salvar nosso outro ano sabático. Para nos trazer um pouco de alento em meio a tanta desilusão.

Agora, pensemos: esse jogo péssimo contra o Grêmio em casa, na hora mais decisiva do ano, não seria simples reflexo de tudo isso?

Aquele Arrascaeta incrível contra o Corinthians jogou assim umas dez vezes no ano. O mesmo Arrascaeta sonolento contra os gaúchos, outros 35 jogos… e olhem que estou falando do nosso melhor jogador.
O gol do Atlético-PR ontem é mostra exemplar de toda essa minha agonia: um escanteio batido de forma ridícula, a defesa posicionada de forma grotesca, um desvio sem sair do chão… gol de pelada!

O que mais irrita é esse estado letárgico, essa falta de sangue nos olhos, de poder de reação. O Grêmio engoliu o Cruzeiro em casa e ficou por isso mesmo.
Falar o quê de Willian? Lucas? Edimar? Bryan? Bruno Ramires? Bruno Viana?
Nem estou contando com os bondes que vieram e foram embora sem sequer ser notados, como Pisano, Douglas Coutinho e Miño…!

Triste sofrer esse tanto com o Cruzeiro. Triste ver que a preguiça montada nos ombros do Sr. Gilvan Tavares fez escola em Vicintim e Scuro, que nada fazem para tirar o Cruzeiro desse marasmo que se tornou.
Além disso, a gente perdeu o poder de vaiar, de xingar, de externar… time tomando um vareio de bola em plena semifinal de Copa do Brasil e o que se via era a torcida perdida entre estar puto e não poder se injuriar (afinal, a moda atual não permite) ou tentar apoiar um time que não fazia jus aos pulmões e gargantas…

Sério, por tudo isso é que eu não acho que vamos reverter esse placar. Que eu queime MUITO a minha língua, que os deuses do futebol aprontem de novo e me façam vir bradar aqui na próxima quinta que o Cruzeiro é gigante! Mas ainda acho que vamos é ter que aturar a turma duladilá ir pra final, disputar outro troféu, outra Libertadores…

Chega! Basta!

Que acabe logo essa temporada, que venha um 2017 de mais juízo e ordem no Cruzeiro.
E para finalizar: ano sabático é o **ralho!

Dá-lhe Cruzeiro!

Abraços a todos, saudações celestes, fiquem com Deus!
Até a próxima!

por Rogério Lúcio
Twitter: @rogeriolucio77

(Foto: Juarez Rodrigues/EM DA Press)

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