Santo de casa faz milagre sim

Eu vi Riascos ir pra bola. Desta vez de bigode, coitado. O resto já dava pra imaginar. Se em Dois mil e Galo, o juiz apitou um pênalti pro Tijuana aos 47 do segundo tempo, ontem o Vuaden apitou para as Marias. Ou seria Marijuana? Tanto faz. De novo, nos acréscimos. De novo, só nos restou a nossa fé inabalável. A crença em São Victor. E não deu outra. De fato, quando se trata de Galo Doido, o raio cai no mesmo lugar quantas vezes forem necessárias. Já foi dito e eu repito: não é milagre. É Atlético Mineiro. Senta lá no fim da fila, bigodudo.

Não se pode colocar em cheque um herói por um lance isolado. E muito menos duvidar de um santo. Cada povo tem o governo que merece, certo? Pois então só posso deduzir que cada torcida tem o ídolo que merece. E o nosso é campeão da Libertadores, foi canonizado há dois anos e faz um intensivão para ser Deus. Pra completar, não tem o hábito de ficar de costas para seus adversários, se é que me entendem…

A defesa de ‘São Victor do Horto, do salão de festas e de onde quer que seja’ não serviu apenas para garantir um ponto a mais na classificação. Serviu para silenciar a histeria ‘duladilá’ da lagoa e uma meia dúzia de Marias que só se manifestam pelas redes sociais, incluindo aí um que não sabe até hoje se veste o azul do time dele ou o vermelho do Colorado do Sul. Esta confusão deve ser efeito do Boston Medical Group, coitado.

Tem uma turma que não aprende mesmo. Comemorar vitória no primeiro tempo de um clássico é demais pro meu gosto. Sinal de que as coisas andam mesmo complicadas na Enseada das Garças. Sossega aí, que até dezembro tem muita bola pra rolar. Maria assanhada, ‘cê’ tá querendo o que?

Para nossa sorte, histeria é uma coisa passageira. Bem diferente da paixão que temos pelo Galo Doido. Ainda bem que cada um segue a sua vida após o clássico, mesmo ele sendo um capítulo a parte. É o popular ‘cada um com seus problemas’. Seguimos na cola do líder, buscando o caneco. Já pelos lados da Enseada, a briga é com a turma do Z-4. E quarta-feira tem o Vasco no salão de festas. Se vira aí, Maria. Que meu objetivo é outro.

Chegou a nossa hora, Galo. São seis pontos de diferença e temos 13 finais pela frente. Agora, é suar sangue e mostrar para o Brasil inteiro que somos o time do improvável. Aliás, já estamos mostrando isso faz tempo. Sigamos, então, no mesmo trilho, em busca de mais um dezembro alvinegro.

Foto – Daniel Teobaldo

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