São Paulo Futebol Clube: 88 anos menos 5. E não é pela refundação…

As primeiras partidas de 2018 já se foram e, assim sendo, precisamos falar de São Paulo…

Há pouco mais de um mês, o time mais vitorioso do país completou uma mão inteira de anos sem conquistas. Sim, lá se vão mais de CINCO anos sem erguer uma taça sequer.

Obviamente não considero o Torneio da Flórida ‘conquistado’ em 2017, que é muito mais um treino de pré-temporada, testes e preparação física, do que de fato um torneio competitivo. A parte boa da história foi bater o rival na ‘final’ (o que tem gosto especial até em torneio de futebol de botão). Mas o troféu em si nem deveria ser exposto na repleta prateleira do Morumbi.

Foi assim que iniciamos o ano… correndo atrás do imenso prejuízo e com sede de títulos. Sede de quem caminha há dias sem água no deserto do Saara.

E logo a primeira impressão não poderia ser pior: dois jogos contra nanicos, um ponto, zero gols. Cento e oitenta minutos de ineficácia e novas velhas dores de cabeça.

Mas os péssimos resultados nem são de todo o mal. Caso tivéssemos vencido, o pensamento seria de que está tudo bem.

Não, não está.

A saída de Hernanes (disparado o melhor jogador da equipe em 2017) não foi reposta. Os jovens Shaylon e Lucas Fernandes brigam de foice para ver quem ganha o posto de mais irritante – meu voto vai no burocrático, sem brilho, sem criatividade, improdutivo, desligado e preguiçoso Fernandes. Ainda aposto algumas fichas (centavos de real) no Shaylon. Me parece muito superior ao seu colega, com boa visão de jogo e passe. Oxalá uma sequência lhe dê a cancha necessária para segurar o rojão.

Quem poderia, talvez, suprir a ausência de Hernanes seria Diego Souza. Entretanto, a saída de Lucas Pratto o deixa num dilema: se vier um meia, Diego Souza vira 9. Se vier um 9, vira meia. Isso é um fato.

O problema é se não vier ninguém, como acontece até o momento. Aí o time fica manco.

Por outro lado, a zaga parece ter encorpado com a chegada de Anderson Martins. Ao lado de Arboleda, que acabou o ano muito bem, pode fazer uma boa dupla. Mas será que em plena véspera de Copa do Mundo, alguém vai ter coragem de colocar o cadeira cativa Franzino Caio no banco de reservas? Acho bem difícil. Mais fácil colocarem a culpa pelo insucesso de nossa defesa nos últimos 5 anos nos companheiros de zaga dele, na bola, no clima, nos volantes, no campo, na febre amarela…

Laterais inexistem. Bruno, Edmar e Reinaldo, somados, não chegam a um. Militão, que não é lateral, é nosso melhor lateral.

À frente, Marcus Guilherme e Morato têm a sombra dos jovens da base que chegam para disputar espaço. Deus os abençoe. Todos eles.

E principalmente o Raí.

Enquanto isso, o Tricolorzinho disputa no dia de seu aniversário (1930 ou 1935? Entenda aqui ) mais uma final de campeonato. Mais uma, o que se tornou corriqueiro nos últimos anos para os comandados de Jardine. É notório o trabalho bem feito que é realizado há anos por esse rapaz. Não só nos números, mas no sistema de jogo, no entrosamento, na compactação da equipe e no rendimento. O tricolor joga fácil nas categorias de base.

Será que já não é passada a hora de Jardine receber uma chance verdadeira (não apenas tapando buracos) na equipe principal? Ou vamos continuar eternamente insistindo em Dorivais?
Aliás, Dorival, já agradeceu a São Hernanes pela graça alcançada e pelo emprego mantido até hoje?

Vamos em frente!
Tem jogo quarta à noite, quinta de manhã e sábado à tarde.
Goleada contra o frágil do interior, título da Copinha e vitória no clássico.

É pedir muito, Senhor?
Olhe um pouco por nós. Pode ser como presente de aniversário. Nossa vida não tem sido tão fácil…

Em semana de aniversário da cidade de São Paulo, o clube que tomou emprestado seu nome e tornou-se muito maior que a própria cidade também faz anos.

E não há época melhor para mostrarmos que de quem se tens o nome, o ostentas dignamente.


Imagem: spfc.net

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