São Paulo, São Paulo Mesmo, e Irene

 

Quatro dias separaram a vistosa, empolgante e melhor atuação do ano, na vitória sobre os gaúchos, da acachapante e vexatória derrota diante do embalado (mas desfalcado) time da Vila Belmiro.

No sábado, o São Paulo. Aquele que eu, você e todos os tricolores sonham em ver. Intenso, brigador, participativo, interessado, confiante, atento, unido, sagaz.

Na quarta, o São Paulo Mesmo. Aquele que eu, você e todos os tricolores temos nojo. Omisso, apático, desinteressado, indiferente, desatento, desunido, sem alma, medíocre, frouxo, cagão, temeroso, perdedor e mais todos os adjetivos pejorativos encontrados no Aurélio que se assemelhem com horroroso e covarde.

Já a Irene, essa eu nem sei muito bem o que está fazendo no título. Foi mais para fazer uma alusão ao clássico filme de Jim Carrey e escancarar a dupla personalidade deste time.

Ou melhor, talvez Irene seja a gata que o Pato imaginou encontrar na balada pós-jogo no Guarujá. Talvez Irene seja a pobre coitada da mãe do tal Reinaldo, mais uma vez tão lembrada durante a partida.

Se por ventura ainda a Irene for colombiana, que ela grite em castelhano que o São Paulo não nasceu para ser goleado ou passar vexames, ainda mais em clássicos. E grite também, em alto e bom som, que novas filosofias são realmente contagiantes, mas que a filosofia número 1 no Morumbi deve ser sempre: ‘Não sucumbirás diante dos rivais’.

Na verdade, seja lá quem for Irene, eu quero que ela vá para o inferno junto com todos que estiveram em campo ontem e nos outros quatro clássicos vergonhosos como visitante no ano, amargando 15 gols sofridos e 1 marcado.

Como o ditado diz, clássico é clássico. E eu nasci sabendo que não se pode perder unzinho sequer, quanto mais ser goleado em vários deles.

Alô, São Paulo! Aquele São Paulo, o de verdade… volte mais vezes. Ainda sobrou cerveja daquela rápida visita do último sábado…

 

 

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