Se abrirão as cortinas do Teatro da Esperança!

Na próxima quarta feira voltaremos para casa! Após quase 5 anos (terríveis, por sinal), finalmente, adentraremos ao Teatro da Esperança!!!!

O palco responsável direto por alçar a Sociedade Esportiva Palmeiras ao posto de maior campeão deste país, enfim será entregue a quem de direito!!!!

Mas, o retorno pra casa representa muito mais do que o fato de termos um dos estádios mais fantásticos do mundo… ou, pelo menos, deveria… principalmente para nossa diretoria.

Eu, talvez munido da esperança verde e teimosa, quem sabe até utópica, tenho fé de que um estádio dessas proporções fará nossos diretores se lembrarem de que o departamento símbolo do nosso clube não é outro senão o de futebol profissional!!!

Não é necessário lembrar, que ao longo dos últimos anos a mais célebre atividade do clube vem sendo sucateada!! Temporada após temporada. Eleições após eleições. Vexames históricos após vexames históricos.

Os mais desatentos, por exemplo, podem ter certa dúvida se torcem por um clube de futebol, ou se por alguma instituição do ramo financeiro, tamanha é a frequência de entrevistas de nosso presidente explicando taxas de juros de empréstimo (cujo credor é ele próprio), fluxo de caixa, oscilações do mercado cambial etc…

Quem sabe, então, o advento deste estádio maravilhoso não o faça ao menos desconfiar de que é preciso preencher aquele gramado com bons jogadores, à altura da camisa que vestem!

Ele precisa saber também que o preço da reforma deste estádio não se resume apenas ao orçamento da construção em si, mas também ao custo agregado que foi imposto ao clube e ao torcedor durante esses quase 5 anos.

A dificuldade de jogar “fora de casa” por todo esse tempo, por exemplo, talvez seja o que mais salta aos olhos, exatamente por ter um impacto direto nas campanhas nessas últimas temporadas.

Sem falar no sofrimento do nosso torcedor, que se vê sem teto desde então. Tem também o sócio, que ao invés de ter um clube, teve um canteiro de obras durante esse tempo todo.

E essas dificuldades, esse sofrimento do torcedor, presidente, precisam ser recompensados.

Está longe de ser a reinauguração dos sonhos. Bem longe.

Nem o mais pessimista dos palmeirenses, como eu, imaginaria um centenário tão desgastante.

Sonhava em ir a este jogo relaxado. Ir para apreciar a arquitetura da nossa nova casa. Ir com tranquilidade pra refazer o trajeto desde o metrô. Pra dar uma escapada no trabalho, chegar mais cedo e tomar uma cerveja na Turiassu, à sombra daquela fachada magnífica. Sem responsabilidade. O jogo deveria ser só um detalhe.

Mas não.

Infelizmente, apesar de certamente fazer tudo aquilo que descrevi, ainda terei de reservar parte importante do programa para roer unhas, jogar junto, tirar com os olhos cada cruzamento na nossa área e empurrar com o coração a bola pro fundo do gol junto com a perna do Henrique.

Essas serão as nossas árduas tarefas, em uma noite que parece que não terá fim!

A noite que, espero, marque o ponto de partida de mais uma arrancada histórica!

Que reaviva no seio de nossa diretoria o pensamento grande, ousado, digno de nossa história!

E que represente, de uma vez por todas, o renascimento do maior campeão que este país da bola já viu!!!

A propósito, quando se fala em estádio novo me lembro logo do(a) nosso(a) inimigo(a) do Jardim Leonor… Morro de curiosidade pra saber se há algum novo projeto sujo de tomar o patrimônio alheio… Mas acho que não, por que eles(as) devem estar se preocupando realmente com a agenda de eventos vazia e em reformar aquela velharia…

Avanti Allianz Parque!!!!!!

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