Se acredito? Subiu no telhado, mas é perto das estrelas que os sonhos ficam mais reais

É, pelo jeito que as coisas andam, a conversa com Deus esse ano vai ter que começar mais cedo. Pelo que estamos vendo, não há motivação no mundo que faça esse time repetir os milagres dos últimos anos. Estranho, muito estranho. Mas maior do que a raiva que passamos ontem ainda é a fé alvinegra. Jogar a toalha não combina com a garra e o amor que nos movem há mais de cem anos.

Indignados estamos todos. Não é aceitável perder duas partidas seguidas na fase de grupos da Libertadores, sobretudo pela postura apresentada. Mas Ivan Lins no ensinou e aprendemos bem com esse time que aí está que desesperar jamais. Afinal de contas, aprendemos muito nesses anos e não tem cabimento entregar o jogo no primeiro tempo. Ou na primeira fase.

É hora de reunir forças e aumentar a fé. Até porque, se o adversário dos dois próximos jogos atende pelo nome de Santa Fé, o atleticano carrega a santíssima fé dentro do peito. No lado esquerdo, onde o batido tem sido cada vez mais acelerado. Vamos com tudo para a Colômbia, na esperança de que até lá o Departamento Médico resolva reforçar o time do Levir.

Aliás, por mais revoltante que possa ser, fico admirado ao ver parte da torcida colocando na conta do treinador os insucessos. Pode ter errado sim, mas tem crédito. Os mesmos que o xingam hoje, xingavam ano passado, descrentes de que ele poderia nos dar alguma alegria.

Pois bem. Não deu uma alegria, mas uma imensa alegria com a vingança sobre o Urubu carioca, a quem carinhosamente passei a chamar de nossa neguinha, e com um chega pra lá nas Marias, que passaram a ter a sua tremedeira local reconhecida em âmbito nacional.

Ainda acho que o momento é de abraçar o time e passar energia positiva. Vaias, xingamentos e ameaças não ajudam em nada. Só valem depois da batalha perdida. Enquanto não acabar o sonho, eu não desistirei. Vou com esse Galo Doido até o fim. E espero que o fim seja bem melhor do que o começo.

Nada de correr da laia, nada de morrer na praia. No balanço das perdas e danos, já tivemos muitos desenganos, já tivemos muito que chorar. Mas é bom lembrar que de Dois Mil e Galo pra cá, a história começou a mudar. Vai pra cima deles, Galo.

Fonte da imagem: www.raynner13.com.br

Compartilhe!
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  

Deixe sua Opinião