Se despede mais um indivíduo de uma espécie que caminha para a extinção!

O fim do ano passado e o começo de 2015 têm sido cruéis com a já escassa fauna de verdadeiros camisas 10 do futebol mundial.

Na esteira de outro gênio que lhe é contemporâneo, o Alex, Juan Roman Riquelme anuncia o fim de sua carreira como jogador.

No meio da tarde de hoje, nosso companheiro de blog, Cassio, me sugeriu que escrevesse um texto sobre o Riquelme e eu prontamente concordei, talvez por ter visto de perto o argentino devastar a zaga palmeirense por dois anos seguidos, principalmente em 2001, numa semifinal de Libertadores, quando impôs ao Argel um dos dribles mais espetaculares que eu pude ver em campo.

As minhas lembranças in locu deste gênio foram estas duas: Em 2000, na final da Libertadores, num Morumbi com 75.000 pessoas e outra, em 2001, no Palestra igualmente abarrotado, partida em que o Riquelme realmente só não fez chover por que São Pedro fez primeiro…

Duas derrotas doidíssimas, mas que foram, antes de qualquer coisa, aulas de como ser um verdadeiro camisa 10. Principalmente em 2001…

E ele, junto com o seu amado Boca, foram os que mais conseguiram destruir brasileiros em Libertadores. Que dirá Palmeiras, Corinthians, Grêmio e Santos…

Dava raiva, por que essas derrotas em Libertadores são as piores possíveis, mas ao mesmo tempo, pelo menos pra mim, havia uma certa reverência cada vez que o craque pegava na bola, mesmo que fosse pra maltratar um beque nosso.

No estádio, era difícil tirar os olhos das duas camisas 10 que desfilavam ali: Riquelme e Alex.

E Riquelme era um bailarino. Enganava-se quem o achava lento. Precisão de passes, lançamentos, batidas de faltas e escanteios eram algumas de suas tantas habilidades.

O encerramento de sua carreira, que embora não possa ser considerado precoce, representa um duro golpe para a escassa tribo dos camisas 10 do planeta Terra, que caminha a passos largos, como os de Riquelme, para a extinção completa e irreversível.

Na minha opinião, Riquelme entra para o grupo de Djalminha, Alex e Ronaldinho Gaúcho como um dos maiores meio campistas que eu tive o prazer de ver jogar. Era mais que um meio campista, era um legítimo camisa 10!

Hoje, só nos resta contentarmos com Oscares, Gansos, Valdívias e etc… Quanta diferença!!!!

O mais interessante é que, como palmeirense que sou, não reservei um texto exclusivo para o Alex quando este encerrou sua carreira… Não sei por que, mas para o Riquelme eu fiz…

Esse vai fazer falta!!!

 

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