Se tá ruim pra quem procura “um 9”, imagina pra quem procura 9…

Desculpe o trocadilho meu caro amigo tricolor paulistano, mas não pude resistir ao título de sua crônica. Pois é assim que o torcedor do Fluminense anda se sentindo ultimamente.

Após o fim da temporada passada, eu achava que este ano ainda seria de muito sofrimento. Hoje, não tenho mais dúvidas. Infelizmente, eu e todos tricolores, temos a plena certeza.

Lembro-me de uma frase do eterno Bussunda, que dizia não entender o pobre, que após uma enxurrada sempre diz que perdeu tudo. Ele falava: “se não tem nada como é que pode perder tudo?”.

Pois foi exatamente isso que aconteceu com o Flu. Ano passado já não tinha elenco para se manter na Série A. Aí vem os entendidos do futebol e rescinde os contratos de mais de meio time, sem ter a menor pretensão de repor ninguém.

E pelo que busquei de informações, esta é uma típica solução burra, pois ao dispensar os atletas, por meio de uma decisão unilateral, o clube tem que pagar todo o salário do atleta até o fim de seu contrato. Então se é pra pagar, porque não deixá-los jogando?

Mas como esta diretoria super, hiper, extraordinariamente competente não cansa de nos surpreender, eis que surge o caso Gustavo Scarpa e ninguém vem a público explicar tão vergonhosa atitude do clube.

Será que alguém pode me explicar como se faz para transformar um patrimônio de R$ 30 milhões em uma dívida de R$ 10 milhões, num piscar de olhos? Ou a turma das Laranjeiras andou fazendo curso com o Cabral, ou podem criar vergonha na cara e sumir de uma vez por todas.

E ninguém faz nada. A torcida assiste a tudo numa calmaria como se tivéssemos ganho todas as competições que disputamos nos últimos anos. Meia dúzia de gatos pingados protestando durante um dos jogos, é muito pouco para o tamanho do Fluminense.

Passamos a falar de futebol, que é o que realmente interessa. Mas que futebol? Uma vitória magrinha sobre o lanterna do campeonato, em que conseguem o primeiro triunfo do ano após cinco jogos de muito sofrimento. E ao olhar as reportagens do jogo, percebo que o mais importante foi o gandula, que tinha que buscar as bolas isoladas num matagal, atrás do gol. Nelson Rodrigues faz muita falta.

Praticamente já fora das semifinais da Taça Guanabara, voltemos os nossos olhos (e joelhos) para a poderosíssima Caldense, na próxima quarta-feira, pela Copa do Brasil. Já vi esse filme antes, quando fomos eliminados por uma potência do futebol  capixaba, o Linhares.

Difícil esperar uma classificação para a próxima fase. Se isto acontecer, pelo menos teremos quase quatro meses de pré-temporada, pois com certeza o cariocão também já era. Talvez aí se explique a dispensa de quase todo o time.

Por isso fiz questão de plagiar o título do são paulino, que anda em busca de apenas um 9, enquanto nós buscamos, pelo menos 9 jogadores que tenham a hombridade de vestir a armadura, digna de guerreiros. Pois os que estão se apoderando dela não merecem fazer uso de tal vestimenta.

PS.: Ao fechar essa coluna, li em algum lugar que o “craque” Rafael Vaz pode trocar o Fla pelo Flu. Nada é tão ruim que não possa piorar… usando mais uma vez outro bordão, trocaria o grito de Deus salve o Rei, pelo DEUS SALVE O FLU.

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