Sem CORTEZia para os adversários

Quando a fase é boa, todo mundo mostra comprometimento e vai à frente fazer o seu golzinho. Diante do Bahia, na Arena, foi assim. O jogo estava muito encardido e o detalhe que poderia fazer a diferença era a bola parada.

Graças à entrega do time, que não desistiu um minuto sequer, Bruno Cortez, como se fora um centroavante no escanteio, nos deu a terceira vitória consecutiva no Brasileirão e a vice-liderança – só um ponto do Corinthians.

O Grêmio de hoje é aquele que sempre desejamos ver em campo: organizado defensivamente e insistindo até o fim para buscar o resultado. Lógico que a equipe passou a ficar mais visada pelos rivais, até por estar mostrando, segundo críticos do centro do País, o melhor futebol neste momento.

O elenco também tem sido um fator importante ao longo da temporada. O Grêmio perdeu Léo Moura e Lucas Barrios, mas ganhou os retornos de Edilson e Maicon. Isso sem falar que Miller Bolaños e Gastón Fernández seguem fora.

As peças que ingressam na equipe podem não dar a mesma qualidade, porém são fundamentais no aspecto tático e isso também é mérito de Renato Portaluppi, que não tem certificado na Europa, no entanto, apresenta uma capacidade de gestão maior que muitos treinadores por aí.

Se não fosse aquele tropeço contra o Sport Recife, na Ilha do Retiro, poderíamos estar em primeiro. Tropeço porque ganhávamos de 2 a 0 e sofremos a virada de 4 a 3 com um time complemente desentrosado.

Estamos bem no Brasileirão (único gaúcho representante na elite), avançamos às quartas de final da Copa do Brasil e, nesta quarta-feira, conheceremos o adversário nas oitavas da Copa Libertadores da América.

Só que de nada adianta tudo isso se um novo título não vier. A serenidade tem de prevalecer para  que Maicon possa erguer outra taça, a exemplo de 2016. Muitos clubes investem pesado na contratação de jogadores, entretanto, não conseguem chegar a lugar nenhum.

Precisamos fazer um apelo à direção: não vendam ninguém na próxima janela de transferências, em agosto. Entendo que o cofre está vazio, mas a saída de Luan, por exemplo, seria prejudicial para o sistema de jogo. Ou o adeus de Ramiro, o motorzinho do time.

Se precisam de dinheiro, que façam depois. Primeiro, nos deixem sonhar com a real possibilidade de soltar o grito de “é campeão” mais uma vez.

E o lado vermelho? Bom, cada um com a sua maratona de competições, apesar de não terem mais nenhuma. Só restou o ABC da Segundona. Só que vão precisar de muita JUVENTUDE para retornar ao seleto grupo dos grandes.

Saudações tricolores!!

Foto: Lucas Uebel/Grêmio FBPA

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