Sette mil vezes não, Gallo!!!!!!!

Meu Deus!!!! Quem é esse infeliz que atende por Sette Câmara? Nem falo o nome, porque teria vergonha de chamar um ser humano (humano?) desses de xará. Em apenas cinco meses à frente da maior das paixões do povo mineiro e esse cidadão já fez tanta lambança – junto com sua diretoria (diretoria?) – que parece estar lá há tempos. Será que esse senhor conhece o Atlético? De onde veio essa criatura? O que faz? O que come? Como vive? Alô, Globo Repórter! A pauta está aí, mastigada pra vocês. Dá também uma boa tese de doutorado, mestrado ou o que for. Estudem esse senhor, pelo amor de Deus! Ou, ao menos, o deixem longe dos microfones e do Atlético.

Sinceramente, a eliminação na Copa Sul-Americana foi o que menos me doeu essa semana. Nem importei tanto com a polêmica sobre usar ou não os titulares e dessa vez a minha raiva do árbitro – meteram a mão no Galo de novo – ficou em segundo plano. A entrevista (mais uma!) desse que cismou de presidir o Galo não deu pra digerir até agora.

Como que um camarada desses chega à presidência de um clube que move milhões de fanáticos sem conhecer a história desse clube? Pare o mundo que a Massa quer descer. E rápido, antes que novas baboseiras sejam ditas por isso aí que nem sei se devo chamar de atleticano. Sette mil vezes não, Gallo! Começou péssimo. Pior não poderia estar acontecendo nos bastidores do time – que, em campo, está até respondendo às expectativas do verdadeiro torcedor. Vamos lá, meu caro:

Em primeiro lugar, respeite a instituição que o senhor – sabe-se lá porque e como – resolveu presidir. As duas Copas Conmebol que ganhamos foram na raça, no suor, na lágrima do torcedor. Lembro-me muito bem do meu choro ouvindo um rádio antigo na casa dos meus avós, em Barbacena, em 1992. O narrador esgoelava ao microfone que o Galo de Negrini era campeão da América ao suportar a pressão do Olímpia no Paraguai, enquanto eu soluçava por aqui. Isso mesmo: o mesmo Olímpia de 2013. Será, presidente, que realmente  não valeu nada?

Será mesmo que o Leão apanhou a toa na Argentina, quando goleamos o Lanús na primeira partida da final de 1997? Será mesmo que o meu dinheiro não vale nada? Ou o senhor acha que eu e os demais atleticanos que fomos ao Mineirão no jogo de volta contra o Lanús ganhamos o ingresso? Se não quer respeitar o Clube Atlético Mineiro, respeite o bolso do torcedor. Quando vamos ao jogo do Galo, é porque conseguimos juntar uma grana, meu amigo. Nosso dinheiro é suado.

Agora vem essa notícia que o Atlético – verdadeiro time do povo mineiro – está bloqueando torcedores no twitter por criticarem o presidente? Ah, vai te catar! Manda processo pra cá, mas some de Minas Gerais. Some do mundo, se possível. E leva esse diretor de futebol junto de você. Não deveria se chamar Alexandre, porque não tem nada de Kalil. E muito menos assinar Gallo. Ainda bem que é com dois elles, assim como um ex-presidente. Impeachment já! Fora, Sette! Fora, Gallo!

O atleticano não segue o Galo no twitter apenas, meu senhor. Seguimos nossa maior paixão é nas arquibancadas, seja em Minas, no Brasil ou onde for. O atleticano vai a Marrocos e volta de cabeça erguida, mesmo sem o título. Voltamos de crista alta quando vamos ver nosso time. Porque amamos o Galo incondicionalmente. O atleticano é aquele que vai ao estádio com a faixa: “Galo, se você jogasse no céu, eu morreria só pra te ver jogando”. Dá pra entender? Pega esse twitter pra você de lembrança e vaza! A Massa não quer te ver nem pintado de ouro. Precisa desenhar mais ou é o suficiente?

Isso sem falar nas outras lambanças – a forma como foi demitido o Oswaldo de Oliveira, a não efetivação do Thiago Larghi até agora, as ameaças de processo a torcedores que criticam a atual administração, as contratações seguidas de dispensas de jogadores que nunca deveriam ter vestido o manto alvinegro. Essa camisa, senhor, foi usada e suada por Reinaldo, Dario, Tardelli, Marques, Éder, Cerezzo, Luizinho, Taffarel, João Leite, Nelinho, Ronaldinho Gaúcho. Já ouviu falar em algum desses nomes? Tenho quase certeza que não!

Um cidadão que não valoriza os títulos conquistados pelo clube e a torcida – seu maior patrimônio – não pode nunca sentar na cadeira de presidente. Tenha vergonha, meu amigo, e pede pra ir ao banheiro. Some! Saia pela porta dos fundos, mas não desrespeite mais a Massa. Se você soubesse o tanto que sofremos com esse amor que sustentamos pelo Atlético, você nem teria nascido. Muito menos estaria ocupando esse que é o segundo cargo mais importante de Minas Gerais. O primeiro é o de governador, como já disse o turco mais argentino do mundo. Volta, Kalil! Urgente, antes que essa turma acabe com o que você e seu pai ajudaram a construir.

Imagem – www.superesportes.com.br

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