Silêncio temporário. Glória eterna.

Agora não é hora de falar muito.

A hora é de poucas e comedidas palavras. Não daremos armas aos rivais nessa reta final, além daquelas que eles já têm.

Ninguém vai comemorar título fora de hora, ainda que nos pareça tão perto de acontecer. Mais perto do que jamais esteve nesses últimos e longos 22 anos. E que seja o último!!!

Também ainda não é hora de ironias com os adversários. Nem com aqueles que andam caindo de quatro pelas tabelas, nem com os que têm o olfato desregulado e tampouco com os que têm mania de perseguição – que nada mais é do que complexo de outra coisa – e vivem criando teorias da conspiração, na tentativa de justificar a espantosa campanha palestrina dentro de campo.

Nem mesmo merece menção a cruzada do promotor de espetáculos desnecessários, o Dr. Paulo Castilho. Nem o esquema de guerra (guerra contra quem?) montado pela PM num jogo “risco zero”. Só eu contei 3 tanques blindados desfilando na Rua Palestra Itália.

Nada disso!

É tempo de lembrar e chorar o garoto Igor Ferreira, cuja história foi capaz de dobrar a truculência do protocolo da CBF/Globo-RJ e foi tema de pesar no telão, com direito ao minuto de silêncio mais barulhento de que se tem notícia, no dia que, apesar de todos os pesares, será lembrado para sempre como seu aniversário de vida.

Agora é hora de reclusão, de retidão de conduta – porque a de caráter nunca nos faltou – e de viver cada minuto dos últimos jogos como se fosse aqueles últimos instantes do dia 18/12/94.

A hora é de tentar conter o grito preso na garganta, nem que seja na base do choro goela abaixo.

É de dar nó na garganta toda vez que olhar pro companheiro de arquibancada, principalmente se ele for a sua irmã. É hora de chegar em casa e correr pro abraço da esposa, mesmo que suado, levemente alcoolizado (sic), e rodar camisa, pulando na frente dela por 5 minutos – porque sabe que só ela suporta isso -, e de novo sufocar o grito que teima em sair há 20 e tantas rodadas.

Não dá pra medir a ansiedade dessa torcida e nem o Guerreiro Dudu consegue esconder a dele. Chora pra conter a imagem da taça sendo erguida, porque sabe que ainda falta coisa. Mas é como se ele também sentisse o peso de 22 anos, mesmo que sobre as costas dele pesem míseros gramas acumulados em 2 temporadas. Tudo isso porque ele é cada um de nós lá dentro.

Gramas também é o que parece pesar a idade do Eterno Zé, que suporta a tonelada da camisa como se fosse garoto iniciante. E de alguma forma ele é, porque precisou rodar o mundo todo para, somente na melhor idade, saber, quem sabe, o que é ser campeão brasileiro.

Temos que nos desarmar de toda a vaidade neste momento, nem que seja preciso o Thiago Santos fazê-lo.

Que agora, mesmo que nos faltem as palavras, não nos abandone a força, a raça, a frieza e o calculismo; até mesmo a sorte, se precisar.

É isso! Poucas – nem tão poucas assim por aqui-, mas comedidas palavras.

Vamos lá, Palmeiras!!!!

Falta pouco!!!!

Avanti.

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