Somos, somos assaltados e apoiaremos o Galo para sempre

Na quarta-feira, ainda no Horto, enquanto ‘rolava’ o segundo tempo, eu já comecei a me questionar: o que estávamos fazendo ali? Eu e todos os outros atleticanos presentes naquele estádio já sabíamos o que iria acontecer, antes mesmo do ‘bom moço’ – exemplo de cidadão honesto e trabalhador – marcar aquele pênalti inexistente. Há tempos conhecemos, infelizmente, o futebol brasileiro e seus mandatários.

Conhecemos os mandos e desmandos que vêm da CBF. Sabemos que a entidade elegeu o Corinthians para ser o campeão brasileiro de 2015. Sabemos que impedimento, só se for contra o Galo, assim como pênalti. Sabemos que Marcelo de Lima Henrique é apenas mais um dos 40 ladrões. Não do fictício Ali Babá, mas da surreal CBF.

E porque vamos lá gritar nosso amor pelo clube? Fanatismo? Certamente. Loucura? Graças a Deus. Amamos o futebol. Ou melhor, amamos o Clube Atlético Mineiro. O futebol? Este estamos aprendendo a odiar. Mas amamos a raça desse time, a sua história, as suas glórias e também o seu sofrimento. Só não sei se vale a pena tanto amor. No futebol, como na vida, os excessos tendem a trazer muita angústia.

Eu era um daqueles torcedores que passaram o segundo tempo correndo atrás do ‘bem intencionado’ bandeirinha que, na quarta-feira, marcou 7.325 impedimentos contra o Galo no primeiro tempo. Xinguei o infeliz e a sua genitora durante 45 minutos. Pedi respeito ao Galão da Massa. Ele certamente não conhece a nossa história. E pior: não está nem aí pelo que fez. Fará de novo. Basta a CBF querer. Veio, roubou e saiu ileso.

Não estou fazendo apologia à violência. Mas sinceramente eu acho que passou da hora desse pessoal pagar a conta. Passou da hora dos bandidos que mandam no futebol brasileiro serem punidos. Passou da hora de prender parte da direção da CBF que ainda foge do camburão. Passou da hora de parar o Campeonato Brasileiro de 2015. Passou da hora de lotar as nossas cadeias com juízes e bandeirinhas. Afinal de contas, cada um no seu habitat.

E o que traz ainda mais indignação é ver que ninguém sabe de nada. A exemplo do que acontece no nosso governo. Assim como cada povo tem o governo que merece, o brasileiro há de ser merecedor desta maldita entidade que comanda o nosso futebol. Talvez seja este o nosso o carma por sermos todos Gérsons. Afinal de contas, quem não quer levar vantagem, não é mesmo?

Nos programas esportivos então, que decepção. Ninguém sabe de nada. Está tudo normal no futebol brasileiro. Juízes erram e isso é normal. Mão do Uendel? Segue o jogo. Mão do Apodí? Segue o jogo. Expulsão do Marcos Rocha? Segue o jogo e salve o Corinthians! Erros? Apenas coincidências. Afinal de contas, teoria da conspiração é mimimi. Ou há alguma prova? Os corintianos da ESPN e da Sportv continuam com a mesma cara de paisagem de sempre. Só mudam a expressão para recriminar o ‘esquema Amarilla’. Quando o assunto é o Brasileirão deste ano, todos agem da mesma forma: não é com a gente. No melhor estilo Molejão da CBF, fazem carinha de quem ‘tá’ gostando demais. Ah, vai dançar na boquinha da garrafa, meu amigo.

É claro que o futebol não é a coisa mais importante deste país. Aliás, já diziam os mais sábios: é das menos importantes, a coisa mais importante. É claro que trazem muito mais revolta os escândalos envolvendo a política. A corrupção dói muito mais do que os roubos de árbitros e bandeiras nas quatro linhas. E é querer demais que esses infelizes paguem o que não pagam os políticos corruptos. O Brasil é o país do ‘faz de conta’. Porque o futebol seria levado a sério?

Siga la pelota, pois odiamos futebol, mas amamos o Galo Doido. Se o Corinthians é o escolhido para ser o campeão brasileiro de 2015, o Galo é o time do improvável. O impossível aqui não existe e nós vamos buscar o que é nosso de direito. Queira a CBF ou não. Vai ser no sangue, sabemos. E que comece a guerra então!

Charge – Duke

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