Sonhar não custa nada (e o nosso sonho é tão real)

Alô nação tricolor!! Estamos em mais uma semifinal de Libertadores. Foi suado, sofrido, mas chegamos lá, aonde muitos queriam estar. Dos oito representantes brasileiros na competição, sobramos apenas nós.

É nítido que o Grêmio não apresenta o mesmo futebol do primeiro semestre. Porém, não se pode negar a entrega, vontade e raça do time, como foi contra o Botafogo, adversário que vendeu caro a derrota.

Garantir a classificação à penúltima fase do torneio continental era um passo muito importante. Já eliminamos o Barcelona do Equador em outra ocasião: há cinco anos em uma oitavas de final da Copa Sul-Americana.

Claro que o momento agora é totalmente diferente. O time deles merece respeito, especialmente pela sua trajetória, eliminando Palmeiras e Santos em partidas de volta disputadas no Brasil.

No Brasileirão, restam 13 jogos. Na Libertadores, somente quatro. No entanto, como o primeiro jogo da semi vai ocorrer somente daqui a um mês, é necessário focar no campeonato nacional.

Assim que Luan estiver de volta, tenho certeza que o rendimento será outro. O problema foi ter perdido Pedro Rocha. Porém, não podemos lamentar e sim torcer para que o Grêmio continue nos dando alegria.

Atletas como Ramiro, que era o motorzinho do time, passaram a ter atuações muito abaixo daquelas que estávamos acostumados a ver. De qualquer forma, Renato tem credibilidade, afinal de contas, ele recuperou o camisa 17.

A coletividade, nossa principal caracterísica, tem de prevalecer novamente. As perdas por suspensões ou lesões também atrapalham, mas como nosso treinador afirma sempre nas entrevistas que tem um grupo, onde não há titulares ou reservas, que isso seja colocado em prática e os substitutos dêem conta do recado.

O desgaste físico é grande, porém precisa ser recompensado com a determinação em campo. Melhorar no certame nacional significa ganhar confiança para o tão almejando título da Libertadores.

Se o sonho de conquistar o hexa da Copa do Brasil ficou pra trás, ela nos mantém com a esperança de pintarmos a América de azul, preto e branco mais uma vez.

Em uma hora dessas, não podemos dar ouvido para o lado vermelho do Rio Grande do Sul, até porque a América deles é outra. Que o secador continue falhando e 2017 termine com o grito de “é campeão”, assim como no ano passado, quando zoavam que não ganharíamos nada (lembram?).

Foto: Lucas Uebel/ Grêmio FBPA

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