Supremacia mineira em campo

Chegamos ao final de mais um ano e a temporada do futebol que se encerra é, assim como foi em 2013, bem mineira. Estamos no topo do ranking do futebol brasileiro. Se ano passado o Galo bicou a Libertadores e a Raposa garantiu o Brasileirão com sobras, esse ano não foi muito diferente. O Cruzeiro conquistou o bi nacional, novamente sobrando em campo, e o Atlético ficou com a Copa do Brasil e, de quebra, a Recopa Sul-Americana.

Nunca o futebol mineiro foi tão festejado como tem sido do ano passado para cá. Nesta reta final, todos os holofotes se viraram para as montanhas de Minas. Até mesmo os da imprensa do eixo, que teve que dar o braço a torcer e teceu sucessivos elogios aos principais times brasileiros no momento. Ambos estarão na Libertadores de 2015 e iniciam a próxima temporada como terminaram as duas últimas: na briga pelos principais títulos.

Mas o feito da dupla que reina historicamente nos gramados em Minas ganhou, em 2014, novos ingredientes. Longe das manchetes dos principais jornais, América, Boa, Tupi e Tombense também merecem participar da festa de fim de ano. Em que pese apenas o time de Tombos ter motivos reais para festejar, os demais ajudaram a mostrar para o Brasil que estamos vivos. Mais do que isso: que o espírito libertador e guerreiro do mineiro prevalece também dentro das quatro linhas.

Tiraram, de forma covarde, a vaga do América na Primeira Divisão. É muito fácil para esses ‘Essetejota’ da vida aí arruinarem sonhos de Américas e Portuguesas. Difícil mesmo é virar a mira para o Corinthians, do Petros, ou para o Fluminense, da CBF. O Coelho terminou a série B com mais pontos do que o Vasco, que chegou em terceiro e com mais vitórias do que todos os outros, exceto o campeão Joinville. Teria subido com um pé nas costas se não fossem os seis pontos que, num passe de mágica, sumiram de sua conta.

Ainda vem um julgamento do Icasa por aí. Como é o Icasa, pode ser que seja punido. Mas, para isso, teriam que ‘beneficiar’ o América e ‘prejudicar’ o Avaí. Em um jogo de cartas marcadas como é esse nosso futebol de tapetão, fica sempre um pé atrás, né? Caso o time de Juazeiro do Norte seja condenado, a vaga volta para seu dono de ofício e o América torna-se o terceiro mineiro na Série A de 2015. Nada mais justo.

O Boa brigou por uma vaga na Primeira Divisão até a última rodada, mas sucumbiu diante do próprio Icasa. O Tupi lutou até o fim pelo acesso à Série B, mas caiu diante do tradicional Paysandu, seu último obstáculo. E a Tombense não só confirmou presença na Série C do ano que vem, como terminou o ano como campeã da Quarta Divisão. Ponto para Minas, que, assim como Santa Catarina, ganha destaque no cenário nacional. Justamente quando o futebol carioca começa a ser contestado por quem está lá. Certo, Fred?

Fica, portanto, a esperança de que este seja um caminho sem volta e que Minas Gerais continue sendo exemplo para os demais estados quando o assunto é organização e planejamento no futebol. Que venham novos títulos e mais sucesso em 2015.

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