Tardelli faz falta sim. Mas o primeiro a voltar tem que ser o turco

Nem sei se é o momento certo para isso, mas difícil não me posicionar diante de tal aberração. Já estava engasgado com essa história de mil ingressos para a torcida do Galo no clássico de domingo. Depois que li a justificativa do nosso presidente, não hesitei: #voltakalil é a campanha a partir de já. Eu sabia que teria restrições a qualquer um que fosse suceder o turco no segundo cargo mais importante de Minas Gerais (o primeiro é o de governador do Estado), mas esse Nepomuceno conseguiu acabar com minha paciência muito rápido.

O cidadão tem a audácia de dizer que não quer pegar mais ingressos porque tem que pagar por eles para depois vender. Para aí, jovem! Com minhas escusas, mas isso é o suficiente para eu dizer que então não vai dar certo. O cara que quer presidir o clube mais amado do mundo tem que primeiro entender o que é a torcida do Atlético. Respeite a Massa, playboy. Ela é base da Instituição.

Se o presidente do Atlético não podia ser fiador da torcida, ele não pode mais nada. Na verdade, é a terceira pisada na bola em três ou quatro meses de mandato. Primeiro, com o aval de Levir (que tem muito crédito), reintegrou André, Jô e Émerson Conceição ao elenco. Alguém pode levantar a mão e dizer que o erro foi de quem contratou. Calma aí! Jô nos serviu e muito bem em dois anos seguidos. André veio como um baita reforço. Deu errado? Paciência. Só acerta quem tenta. Conceição foi erro mesmo. Mas o turco errava também. Só que em qualquer balança, é fácil ver que acertou mais. Aliás, ele devolveu à Massa o orgulho de vestir o manto alvinegro.

A outra pisada na bola do jovem presidente foi entregar o Capitão América para o Internacional. Réver ficou um ano quase inteiro no estaleiro, é verdade. Mas mancando joga seiscentas e cinquenta quatro vezes mais do que o Edcarlos, a quem respeito pelo gol contra o Corinthians ano passado. Mas não há comparação entre um e outro.

E agora vem com essa de menosprezar a torcida do Galo? Nepomuceno pode não saber, mas a Massa é, ao lado da torcida do Flamengo, a que mais prestigia o clube na história do Brasileirão. Foi a recordista de público em nada menos do que nove edições do Brasileirão, considerando de 1972 até hoje – 1977, 1990, 1991, 1994, 1995, 1996, 1997, 1999 e 2001.

Hoje não tem como, já que escolhemos o Palácio do Horto como nossa casa e a capacidade máximo do Indepa é pouco mais de vinte mil lugares. Os urubus compareceram mais aos estádios em 12 anos e os corintianos, em oito. Isso é história, meu caro. É preciso respeitar. Assim como é preciso respeitar esse patrimônio que é a Massa alvinegra. Afrontar o atleticano é caminho sem volta. Por falar em volta, #voltaKalil!

Para finalizar, esta coluna não tem o menor intuito de tumultuar nada. Domingo é dia de clássico e já deixei clara aqui neste espaço a minha confiança neste grupo de jogadores e no nosso técnico. Vai pra cima das Marias, Galo Doido! Bica e continua mostrando pro Brasil inteiro que é tremedeira ‘duladilá’ da Lagoa sim, mas não é Parkinson…

Fonte da imagem: Agência Estado

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